Proteína de gordura visceral pode causar cancro

Estudo publicado na revista “Oncogene”

29 agosto 2017
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Um novo estudo demonstrou que células não-cancerígenas podem transformar-se em células tumorais através de determinada proteína.
 
O estudo liderado por Jamie Bernard, docente de Farmacologia e Toxicologia na Universidade do Estado de Michigan em East Lansing, EUA, apurou ainda que a fonte daquela proteína poderá encontrar-se na gordura à volta da nossa cintura.
 
Há já alguns estudos que determinaram que a gordura faz aumentar o risco de cancro. No entanto, pouco se sabe sobre a forma como a gordura influencia o processo de transformação de uma célula saudável numa célula tumoral. 
 
A equipa liderada por Jamie Bernard propôs-se investigar o papel desempenhado pela gordura visceral, a gordura que envolve órgãos no abdómen como o fígado e intestinos, naquele processo. 
 
O tecido adiposo visceral não armazena apenas energia, mas também é “metabolicamente ativa, segregando quantidades elevadas de adipocinas, citocinas e fatores de crescimento”. 
 
Para o estudo, os investigadores alimentaram ratinhos com uma dieta rica em gordura e induziram a formação de células tumorais nos roedores. De seguida efetuaram uma lipectomia, ou seja, removeram a camada de gordura à volta do abdómen.
 
Através de um novo método, os investigadores apuraram que o tecido adiposo visceral produzia o fator de crescimento de fibroblastos 2 (FGF2) em quantidades muito maiores em comparação com o tecido adiposo subcutâneo.
 
Posteriormente, os investigadores retiram amostras de tecido de gordura visceral de mulheres que tinham sido submetidas a histerotomia e verificaram que mais células das amostras com maiores secreções de FGF2 formavam tumores cancerígenos após transplante em ratinhos.
 
Mediante o observado, Jamie Bernard conclui que “é a obesidade abdominal, e mais especificamente os níveis de uma proteína conhecida como fator de crescimento de fibroblastos 2 que poderão constituir um melhor indicador do risco de as células se tornarem cancerígenas”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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