Proteína associada a células agressivas de melanoma maligno

Estudo publicado na “Pigment Cell & Melanoma Research”

20 abril 2015
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Uma equipa de investigadores dinamarqueses conseguiu relacionar pela primeira vez uma nova proteína ao melanoma maligno. 
 
Este novo estudo revela que a presença da proteína megalina em melanomas malignos indica a agressividade das células cancerígenas. Os investigadores da Universidade de Aarhus descobriram que esta proteína melhora a capacidade de as células de cancro se dividirem e sobreviverem, tendo sido detetada em metástases de melanoma maligno.
 
Com esta descoberta poderá ser possível detetar melanomas agressivos em estádios mais precoces do que atualmente, o que seria muito importante para um prognóstico correto e melhores estratégias de tratamento futuras em pacientes com este tipo de cancro. 
 
As metástases de melanomas são extremamente difíceis de erradicar já que os tratamentos convencionais, como a quimioterapia e radioterapia, são na sua maioria ineficazes. Apenas 10% dos pacientes com metástases à distância conseguem sobreviver. 
 
A função da proteína megalina é tipicamente associada aos rins. Esta foi a primeira vez em que a mesma foi associada ao melanoma maligno. 
 
Mette Madsen, professora associada do Departamento de Biomedicina da Universidade de Aarhus explica que “os nossos estudos mostraram que a proteína megalina é quase sempre detetável nos melanomas malignos, ao passo que é raramente encontrada nas suas vertentes benignas. Vemos uma tendência clara para quanto maior é a presença da megalina, mais rapidamente as células se dividem e melhor conseguem sobreviver. Isto indica assim que níveis elevados de megalina num melanoma maligno devem ser encarados como um aviso, sugerindo que as células cancerígenas são particularmente agressivas e se encontram em extremamente boas condições para se disseminarem”.
 
Esta descoberta poderá também conduzir ao desenvolvimento de opções de tratamento a longo prazo: “geralmente, a proteína está presente na superfície das células e pode absorver muitos elementos à sua volta, como nutrientes. Assim, a megalina é um bom alvo para o desenvolvimento de tratamentos direcionados; seja um medicamento que afete a proteína e a sua função, inibindo deste modo a proliferação das células cancerígenas e a sua sobrevivência, seja a transportar fármacos fatais para as células cancerígenas”, adianta a especialista.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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