Proteína artificial aumenta defesa contra infeções bacterianas ameaçadoras

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

28 março 2014
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Investigadores do Reino Unido produziram uma versão artificial de uma proteína, a properdina, que é capaz de combater as bactérias causadoras da pneumonia e meningite em ratinhos, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

Os investigadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, verificaram que a ativação do sistema imune inato, com esta proteína artificial, tinha um efeito profundo e imediato na capacidade do organismo combater as infeções, mesmo no caso de as bactérias já terem atingido a corrente sanguínea.

 

O estudo apurou que esta proteína artificial, PN (sigla em inglês), era 100 vezes mais eficaz a combater a infeção que a sua versão natural, conferindo aos ratinhos uma proteção significativa contra as infeções provocadas pelas bactérias Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. A Streptococcus pneumoniae é a principal causa da pneumonia e também uma das principais causas da septicémia e meningite. A Neisseria meningitidis é responsável pela meningite e septicémia tendo elevada mortalidade nas crianças e adultos jovens.

 

“Estou realmente entusiasmado com esta descoberta. Demonstrámos que a ativação do sistema imune inato pode ter um impacto significativo na capacidade do organismo se defender contra estas infeções que podem por em risco a vida dos pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Wilhelm Schwaeble.

 

Um dos benefícios apontados a este tratamento é o facto de este ser capaz de neutralizar as toxinas produzidas pelas bactérias. Este é um problema que está muitas vezes associado aos tratamentos atuais. Apesar de estes serem capazes de matar as bactérias, não conseguem combater os efeitos tóxicos das substância produzidas pelas bactérias, as quais tendem a ser mais prejudicais que a própria bactéria.

 

Os investigadores estão já a planear analisar se o tratamento com PN poderá ser também eficaz contra outras estirpes bacterianas. Dentro de cinco anos, Wilhelm Schwaeble espera estar a conduzir os primeiros ensaios clínicos em humanos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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