Proposta de proibição de cigarros eletrónicos em espaços públicos fechados

Sociedade Portuguesa de Pneumologia apoia ideia

23 abril 2015
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A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) considera que as pessoas devem ser protegidas dos potenciais riscos para a saúde dos cigarros eletrónicos e, como tal, apoia a proibição destes em espaços públicos fechados.
 
Ana Figueiredo, da comissão de tabagismo da SPP, em declarações à agência Lusa, explicou que os dados que se vão acumulando de estudos sobre os cigarros eletrónicos revelam que estes “poderão, eventualmente, fazer mal”.
 
Como tal, defende que “as pessoas devem ser preservadas desse risco”, razão pela qual acha que a legislação que é aplicada aos cigarros normais deverá ser aplicada também aos cigarros eletrónicos com nicotina.
 
O Jornal de Notícias revelou recentemente que o Ministério da Saúde pretende proibir o consumo de cigarros eletrónicos com nicotina em espaços públicos fechados, tendo já submetido uma proposta nesse sentido ao Conselho de Ministros.
 
“As substâncias podem ser inócuas enquanto analisadas mas, quando são aquecidas, vão sofrendo transformações e aparecendo substâncias que podem ser tóxicas”, explicou Ana Figueiredo à Lusa.
 
Na opinião desta especialista, o facto de não haver estudos fiáveis, até ao momento, sublinham a necessidade de realizar estudos de longo prazo, tal como aconteceu com os cigarros normais. Só passados vários anos de estudo é que se chegou à conclusão de que o fumo do cigarro continha substâncias perigosas para a saúde, lembrou.
 
Ana Figueiredo sublinha ainda que “estar a transformar o ensinamento da população ao criar a legislação que faz com que as pessoas não fumem em lugares públicos, que se torne numa norma, e permitir que se usem os cigarros eletrónicos, é estarmos a contrariar esta norma e a criar uma confusão nas pessoas que não é saudável”.
 
Portanto, segundo esta dirigente da SPP, a “opção ideal” seria aplicar aos cigarros eletrónicos a mesma legislação que é aplicada aos cigarros normais, tal como já acontece em outros países.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou em agosto passado a proibição da venda de cigarros eletrónicos a menores, por considerar que o seu consumo acarreta “graves ameaças” para adolescentes e fetos. 
 
Além disso, esta organização recomenda ainda a proibição deste tipo de cigarros em espaços públicos fechados, alegando de que existem provas que demonstram que os cigarros eletrónicos “não são apenas vapor de água” como os fabricantes argumentam.
 
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