Projeto de redução das infeções em doentes transplantados é premiado

Estudo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

12 março 2012
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Um grupo de investigadores portugueses está à procura de formas de aumentar a imunidade de doentes submetidos a transplantes de medula óssea de dador não familiar, para reduzir a infeção pelo citomegalovírus, uma investigação premiada com bolsas Terry Fox.

 

Este projeto, desenvolvido por João Forjaz de Lacerda e Rita Azevedo, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), Hospital de Santa Maria e Instituto de Medicina Molecular, surge no âmbito de "um protocolo de transplante de doentes maioritariamente com doenças hemato-oncológicas que necessitam de um transplante de médula óssea e que não têm um dador na família, sendo necessário recorrer a dadores dos registos internacionais", explicou, à agência Lusa, o investigador.

 

A opção por dadores não familiares "é mais complexa do que o transplante tradicional de irmão compatível, que é o dador desejável, e acarreta mais complicações infeciosas entre as quais a reativação de um vírus que todos temos, mas para o qual temos vigilância, o citomegalovírus".

 

Nos pacientes transplantados, as defesas para o citomegalovírus "estão diminuídas, e mais ainda nos doentes submetidos a transplante de dador não familiar", especificou o especialista.

 

A proposta deste estudo é "realizar uma análise detalhada da imunidade específica para este vírus que vai emergir após o transplante e encontrar formas de manipular o sistema na fase pós transplante para aumentar a imunidade através da infusão de células específicas", dá conta João Lacerda.

 

Através da tecnologia a desenvolver e do conhecimento acumulado, o objetivo é "diminuir a incidência da reativação do citomegalovírus, após o transplante", especificou.

 

Por outro lado, o investigador acrescentou que, "quando a reativação surgir, pode ser debelada de uma forma mais precoce e mais eficaz".

 

O prémio é "um incentivo importante" para o projeto que tem já resultados preliminares, mas irá ser desenvolvido nos próximos dois a três anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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