Projeto de apoio à saúde oral no Porto um sucesso

Projeto da associação “Mundo a Sorrir” nasceu em 2009

14 fevereiro 2017
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Um projeto dinamizado pela associação do Porto “Mundo a Sorrir” desde 2009 prestou, até ao final de 2016, cuidados dentários a 4.226 pessoas, desde sem-abrigo a vítimas de tráfico humano. 
 
Segundo apurou a agência Lusa, o projeto CASO (Centro de Apoio à Saúde Oral), da “Mundo a Sorrir” - Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses, envolve 73 médicos dentistas voluntários, na sua maioria recém-licenciados, e permitiu ainda a colocação aos utentes de 369 próteses oferecidas pelos laboratórios parceiros. Segundo a coordenadora do projeto, Ana Simões, “temos ainda uma lista de 30 a 40 pessoas à espera de próteses".
 
Entre os assistidos no âmbito do projeto, que funciona em instalações do Centro Hospital do Conde Ferreira, há "crianças e jovens institucionalizados, idosos, ex-toxicodependentes, sem-abrigo, imigrantes, vítimas de violência doméstica, pacientes portadores de doença mental, de doenças infetocontagiosas e com debilidade intelectual e cognitiva e vítimas de tráfico humano", segundo a "Mundo a Sorrir".
 
"O medo de ir ao dentista, nas pessoas que assistimos, em alguns casos está até exacerbado. Acontece, por exemplo, em vítimas de violência doméstica e, por vezes, há reações de pânico na cadeira", descreveu Ana Simões.
 
Os voluntários "têm de ter um cuidado especial nas abordagens, por exemplo com quem consumiu substâncias ou é portador de doença mental", explicou a coordenadora, frisando que o “tratamento é igual” ao do setor privado.
 
"Ainda hoje nos chegam pessoas, com 40 ou 50 anos, que nunca foram ao dentista, pessoas para quem a mesma escova serve toda a família e a quem a primeira coisa que os nossos médicos dentistas fazem é ensinar a higiene oral", relatou também Ana Simões.
 
Em média, segundo a responsável, "cada paciente submete-se a tratamentos superiores a seis meses, ainda que haja casos que chegam ao ano de duração". De acordo com a responsável, "as parcerias são revistas anualmente, sendo que mais de 40 instituições particulares de solidariedade social já colaboraram com o projeto CASO”.
 
Ana Simões disse ainda que os serviços funcionam "sem qualquer apoio do Estado", sendo que os utentes "pagam uma verba simbólica para terem direito ao tratamento, sendo que há sempre o apoio das instituições por trás e noutros casos, quando são crianças institucionalizadas ou menores, a própria instituição assegura esse pagamento".
Com voluntários na Guiné-Bissau, Cabo Verde, Porto, Braga e no Algarve, a "Mundo a Sorrir" "aposta numa comunicação forte" para atrair sempre mais gente para o projeto. Segundo Ana Simões, duas vezes por ano, a organização promove "uma sessão para formar voluntários permitindo-lhes conhecer a 'Mundo a Sorrir' e os seus projetos".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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