Projeto de âmbito social e saúde mental no pré-escolar recebe financiamento internacional

Programa da Universidade de Coimbra

12 maio 2015
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Uma equipa de investigadores de Coimbra recebeu um financiamento internacional para aplicar num projeto que visa diminuir as desigualdades sociais e promover a saúde mental em crianças com idade pré-escolar, revelou a Universidade de Coimbra (UC) em comunicado enviado à agência Lusa.
 
O programa, denominado “Anos Incríveis para a promoção da saúde mental”, visa “diminuir desigualdades sociais e promover a saúde mental em crianças de idade pré-escolar”. Esta iniciativa foi já testada em Portugal por especialistas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UC e vai agora ser aplicada em “60 jardins-de-infância de zonas carenciadas do distrito de Coimbra”, adianta a UC.
 
O projeto, originalmente criado nos EUA, tem sido “amplamente aplicado em vários países e distingue-se por utilizar uma nova abordagem, baseada na evidência, para atuar tanto na prevenção como na intervenção precoce em problemas de comportamento”, sublinha a instituição de ensino de Coimbra, que considera o programa “como uma vacina para prevenir perturbações mentais”.
 
Segundo a UC, este projeto “foca-se nos profissionais de primeira linha, nomeadamente nos educadores de infância”, a quem a equipa de investigadores vai transmitir as competências necessárias para a aplicação efetiva do “Anos Incríveis”.
 
O objetivo é que esta abordagem se transforme num Plano Nacional de Promoção de Saúde Mental.
 
“Pretendemos obter um efeito bola de neve, isto é, vamos formar um conjunto alargado de educadores de infância, que serão depois os embaixadores do programa junto de outros profissionais, replicando o modelo em zonas cada vez mais alargadas do país”, afirmam Maria João Seabra Santos e Maria Filomena Gaspar, líderes da equipa de investigação.
 
O financiamento de 295 mil euros provém do programa “Iniciativas de Saúde Pública”, do European Economic Area Grants (EEA-Grants), um mecanismo financeiro do espaço económico europeu, que conta com a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega como países dadores. Este dinheiro irá permitir levar o projeto “Anos Incríveis” a famílias e educadores e “promover a saúde mental de crianças em idade pré-escolar, aumentar a eficácia dos profissionais que lidam com elas e promover uma interação positiva entre a escola, os profissionais de saúde e a família”, de acordo com as investigadoras.
 
A investigação conta com a colaboração da Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) e da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) para a seleção das escolas que vão ser objeto de intervenção e da Universidade de Tromso, na Noruega, que é considerada “um modelo a seguir na investigação e implementação dos programas ‘Anos Incríveis’”. Esta intervenção irá ainda ser realizada em centros de saúde. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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