Projecto pioneiro poderá prevenir a disfunção eréctil

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto vence prémio da Sociedade Europeia de Medicina Sexual

26 outubro 2011
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Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai dar início a um projecto pioneiro para testar se as células da medula óssea podem regenerar os vasos sanguíneos do pénis, anunciou a universidade em comunicado de imprensa. 

 

O projecto, a desenvolver em colaboração com o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), entusiasmou a Sociedade Europeia da Medicina Sexual, que atribuiu um prémio de 30 mil euros à equipa de investigadores.

 

O objectivo dos cientistas Carla Costa, Ângela Castela e Pedro Vendeira é avaliar uma nova abordagem que permita a regeneração do tecido vascular no pénis diabético. Os diabéticos têm uma probabilidade acrescida de sofrer de disfunção eréctil, devido aos efeitos da doença sobre os vasos sanguíneos.

 

“Sabemos que, nos homens diabéticos, as células da vasculatura do pénis morrem mais e mais precocemente. Quando uma célula morre, o organismo tende a repô-la”, explicou, em comunicado, Carla Costa, líder do projecto, adiantando que “há células da medula óssea que podem ser recrutadas para áreas lesadas e diferenciarem-se para revestir a vasculatura de vários órgãos, mas não sabemos se o mesmo resulta para o pénis. É essa a hipótese que vamos testar”.

 

Para isso, os investigadores vão usar ratos de laboratório diabéticos, aos quais vão destruir a medula óssea. Depois vão transplantar células da medula óssea das suas irmãs e vão verificar se estas células regeneraram o tecido dos vasos do pénis nos ratos diabéticos. “Este tipo de abordagem é pioneiro nesta área”, reforça a líder da investigação.

 

Numa segunda fase do estudo, a mesma equipa pretende avaliar se certos fármacos utilizados para tratar a disfunção eréctil melhoram a função vascular do pénis diabético. “Suspeitamos que esses fármacos possam potenciar a regeneração vascular peniana eventualmente através do recrutamento de células da medula óssea e, se assim for, poderemos elaborar futuros estudos clínicos”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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