Proibidos bolos, salgados e snacks nos bares das unidades de saúde públicas

Despacho do secretário de Estado Adjunto e da Saúde

02 janeiro 2018
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O Governo vai proibir os salgados, produtos de charcutaria, bolos, refrigerantes e sandes com molhos nas cafetarias das unidades de saúde públicas, anunciou a agência Lusa.
 
Num despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, os contratos para a exploração de bares, cafetarias e bufetes também não podem contemplar a publicidade ou venda de refrigerantes ou refeições rápidas, designadamente hambúrgueres, cachorros quentes, pizas ou lasanhas.
 
Além dos salgados, dos pães com recheio, croissants e outros bolos, as regras para os novos contratos implicam ainda que não se possa vender bolachas e biscoitos com teores de gordura e açúcar superiores a 20 g por cada 100 g de produto, bolachas de chocolate ou recheadas com creme, com pepitas de chocolate ou biscoitos de manteiga.
 
Os bares dos hospitais e centros de saúde vão igualmente deixar de poder vender águas aromatizadas, bebidas energéticas e bebidas com cola ou extrato de chá, guloseimas tipo rebuçados, caramelos, pastilhas com açúcar, gomas, snacks doces ou salgados, designadamente tiras de milho, batatas fritas e pipocas (doces ou salgadas).
 
O despacho, que proíbe também, nos novos contratos, a venda de chocolates em embalagens superiores a 50 g, chocolates com recheio, bebidas com álcool e molhos como ketchup, maionese ou mostarda, prevê que os bares e cafetarias das unidades de saúde públicas disponibilizem água potável gratuita e de garrafa.
 
É igualmente definida uma lista de alimentos a disponibilizar preferencialmente nos bares, entre eles leite simples meio-gordo/magro, iogurtes meio-gordo/magro, queijos curados ou frescos e requeijão, sumos de fruta e/ou vegetais naturais, bebidas que contenham pelo menos 50 % de fruta e/ou hortícolas e monodoses de fruta.
 
Fazem ainda parte da lista de produtos a dispensar preferencialmente nos cafés e bares das unidades de saúde públicas pão com pouco sal e de preferência integral, fruta fresca, saladas, sopa de hortícolas e leguminosas, frutos secos ao natural (sem sal nem açúcar), tisanas e infusões de ervas sem adição de açúcar.
 
“As medidas constantes do presente despacho devem ser acompanhadas por programas com o objetivo de informar e capacitar para escolhas alimentares mais saudáveis”, refere o documento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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