Proibição do tabagismo reduz incidência de nascimentos pré-termo

Estudo publicado no “British Medical Journal”

19 fevereiro 2013
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Um estudo recente publicado no “British Medical Journal” confirma que a proibição do tabaco reduz significativamente o risco de parto pré-termo.
 

Os riscos de saúde associados ao tabagismo durante a gravidez já são bem conhecidos, podendo interferir com o desenvolvimento do feto bem como encurtar a gestação. Contudo, pouco se sabia, até à data, sobre o real efeito que a proibição do tabaco tinha na duração da gestação.
 

Neste estudo, os investigadores da Hasselt University, na Bélgica, decidiram analisar de que modo a lei antitabágica adotada no seu país tinha afetado os nascimentos pré-termo. A legislação foi introduzida em três fases: inicialmente o fumo foi proibido em locais públicos e de trabalho, posteriormente em restaurantes e, por fim, foi proibido em bares que também serviam refeições.
 

O estudo inclui um total de 606.877 bebés que tinham nascido com 24 a 44 semanas de gestação. Os investigadores constataram que após a adoção da lei antitabágica, a prevalência de partos pré-termo (antes das 37 semanas) tinha diminuído significativamente. Uma tendência que não existia antes da proibição.
 

Quando em janeiro de 2007 o tabaco foi proibido nos restaurantes, houve uma redução para  3,13% no risco de nascimentos prematuros. Este risco diminui para 2,65% quando, em 2010, o tabaco foi proibido em bares que serviam refeições.
 

Segundo os investigadores, este estudo tem importantes implicações para a saúde pública, uma vez que, mesmo uma pequena diminuição na idade gestacional está associada com várias complicações de saúde ao longo da vida.
 

“Estes resultados confirmam os benefícios para a saúde decorrentes da proibição do tabaco, mesmo no início da vida. Há cada vez mais países europeus a adotar uma legislação mais rigorosa no que diz respeito a fumar em locais públicos. Assim, este estudo vem reforçar os benefícios para a saúde pública associados a este tipo de legislações”, concluíram os autores do estudo. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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