Progressos da luta contra a sida, malária e tuberculose

Estudo publicado na revista “The Lancet”

25 julho 2014
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O estudo “Global Burden of Disease Study-2013” considera que houve progressos na luta contra a sida, malária e tuberculose desde a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, em 2000.
 

O estudo publicado na revista “The Lancet”, e ao qual a agência Lusa teve acesso, demonstrou que houve um “impacto real” na redução destas doenças no mundo, apesar de ainda haver muito para ser feito e as enfermidades continuarem a ser os principais desafios da saúde em 2013.
 

Os dados dos últimos 13 anos mostram, por um lado, que o número de pessoas que vivem com o VIH tem aumentado de forma constante, mas que a malária está a matar mais pessoas do que o estimado anteriormente, embora o número de mortes tenha reduzido desde 2004.
 

Apesar das tendências de queda das taxas de prevalência de tuberculose, desde 2000, o número de pessoas que vivem com a doença em todo o mundo aumentou cerca de 8,5 milhões, em 1990, para cerca de 12 milhões em 2013.
 

Na opinião dos investigadores, a epidemia do VIH é menor do que estimada anteriormente, e as mortes prematuras decorrentes desta epidemia são 25% mais baixas do que os últimos cálculos fornecidos pelo Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre o HIV/Sida (ONUSIDA), em 2012.
 

Embora a incidência mundial de VIH tenha diminuído substancialmente anualmente, desde o seu pico em 1997, por ano ainda são infetadas 1,8 milhões de pessoas.
 

No auge da epidemia, em 2005, o HIV causou 1,7 milhões de mortes em todo o mundo, mas este número caiu substancialmente para 1,3 milhões de mortes em 2013. De acordo com o estudo, foram alcançados  grandes progressos desde 2002, ao registar-se redução de novas infeções, na ordem de 62%, em crianças.
 

Desde 1996, pelo menos 19,1 milhões de pessoas foram salvas graças à terapia antiretroviral, 5,7 milhões dos quais de países ricos e 13,4 milhões (70%do total de infetados) de nações em via de desenvolvimento.
 

Os resultados relativos à luta contra a tuberculose demonstram ter havido um declínio de incidência da doença em 12 regiões do mundo, em comparação com a década anterior, quando se definiu a sexta meta do Milénio, que apela para o combate do VIH/Sida, a malária, tuberculose e outras doenças.
 

Desde 2004, ano de pico dos casos de malária, a doença que “mata mais pessoas no mundo do que se pensava anteriormente”, caiu de forma sistemática, em resultado dos esforços financeiros aplicados na luta contra o flagelo – o financiamento subiu para 11,3 mil milhões de dólares entre 2000 e 2011.
 

A incidência global da malária sofreu uma queda de cerca de 29% desde 2003, ano em que foram registados 232 milhões de novos casos até 2013, em que se registaram 165 milhões de novos casos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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