Programas de proximidade com doentes mentais graves

Dados apresentados no III Congresso Nacional de Psiquiatria

16 novembro 2007
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A redução do número de internamentos e de recaídas de doentes mentais graves é o resultado de três programas experimentais em que equipas multidisciplinares procuram os doentes, em vez de esperarem ser contactadas.
 

 

A apresentação destas três experiências de programas integrados, que estão a ser desenvolvidas no Departamento de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, no Serviço de Psiquiatria do Hospital Amadora-Sintra e no Departamento de Psiquiatria de Viseu foi feita esta semana durante o III Congresso Nacional de Psiquiatria.
 

 

Em 2006, registaram-se 1.496 visitas domiciliárias a doentes mentais graves por estas equipas de profissionais de saúde, que são constituídas por dois médicos, um psicólogo, uma assistente social, dois enfermeiros, um coordenador de projecto e uma técnica de psicomotricidade. Estes programas destinam-se principalmente a doentes com Esquizofrenia e Doença Bipolar.
 

 

Segundo declarações da directora do Serviço de Psiquiatria do Hospital Amadora-Sintra, Graça Cardoso, apesar de não haver estudos em Portugal, a nível internacional os dados indicam uma maior eficácia destes programas descritos como assertivos e com base na gestão individual de cada caso face às abordagens mais clássicas e tradicionais.
 

 

Segundo a especialista, este tipo de programas pretende ainda envolver a família e manter o máximo de tempo possível o doente na comunidade, envolvendo-o em actividades de reabilitação e reinserção.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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