Programa Nacional para as Doenças Respiratórias quer diminuir taxa de internamento

Doenças respiratórias são uma das principais causas de mortalidade

29 junho 2012
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O Programa Nacional para as Doenças Respiratórias (PNDR) tem como objetivo a redução em 10% da taxa de internamento por doenças respiratórias crónicas até 2016 e a diminuição em 2% da morbilidade e mortalidade associadas a estas patologias.

 

Em Portugal, as doenças respiratórias continuam a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade, com tendência clara para o aumento da sua prevalência, ao contrário do que ocorre com as doenças cardiovasculares.

 

A notícia avançada pela agência Lusa dá conta que estas doenças atingem cerca de 40% da população portuguesa, calculando-se uma prevalência de 10% para a asma, de 25% para a rinite e 14,2% para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em pessoas com mais de 40 anos.

 

“O cenário atual de crise económica mundial é também promotor de um aumento das doenças respiratórias crónicas. Efetivamente, em quase todos os países, as pessoas mais pobres são as que correm um maior risco de desenvolver doenças respiratórias crónicas”, refere o documento.

 

Um dos objetivos traçados no programa é reduzir a incidência destas doenças, melhorando a acessibilidade dos doentes respiratórios à prestação de cuidados de saúde mediante a elaboração e implementação de uma rede de referenciação para estas doenças.

 

“Contribuir para a precocidade no diagnóstico, nomeadamente, aumentar em 30% acessibilidade às espirometrias nos cuidados de saúde primários” e “melhorar a eficiência do sistema de prescrição”, alargando em 50% a prescrição por via eletrónica de cuidados respiratórios domiciliários são outras metas do programa.

 

Quanto ao Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, tem como objetivo a redução em, pelo menos, 2% da prevalência do consumo de tabaco diário ou ocasional na população com mais de 15 anos.

 

Diminuir de 5,5% para 4% a percentagem de jovens de 13 anos que refere ter fumado nos últimos 30 dias e baixar de 43% para menos de 40% a percentagem de jovens de 16 anos que admite já ter fumado alguma vez são outros objetivos do programa.

 

O programa pretende ainda garantir a oferta de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica em 100% nos Agrupamentos dos Centros de Saúde (ACES) e Unidades Locais de Saúde (ULS) até final de 2013 e reforçar a intervenção da Linha Saúde 24 na cessação tabágica até 2015.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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