Programa Mais-Valia da Fundação Calouste Gulbenkian

Técnicos especializados candidatam-se a voluntariado

08 maio 2013
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Um total de mais de 360 médicos, enfermeiros, professores e outros técnicos especializados, com mais de 55 anos, candidataram-se ao programa Mais-Valia, da Fundação Calouste Gulbenkian, para realizar missões de voluntariado em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

 

“O número de candidaturas claramente superou aquilo que alguma vez esperávamos”, disse à agência Lusa a diretora do Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento, Maria Hermínia Cabral, adiantando que foram registadas 364 inscrições durante o período de candidaturas, que decorreu entre 20 de dezembro e a passada sexta-feira.

 

De acordo com Maria Hermínia Cabral, esta grande adesão demonstra a “elevada generosidade que há numa faixa da população portuguesa”, que se encontra em situação de reforma ou pré-reforma, em “cooperar e participar ativamente na construção de uma sociedade melhor”.
O programa consiste em realizar missões de voluntariado com um período máximo de dois meses em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) nas áreas da educação, da saúde e das artes.

 

Assim será criada uma bolsa de voluntariado qualificado, composta por profissionais experientes que, em parceria com instituições locais e organizações não-governamentais no terreno, possam responder às necessidades do chamado terceiro setor.

 

Agora irá ser realizado o processo de seleção dos candidatos, que passa por três fases: análise da candidatura, entrevista do candidato com o júri e uma formação específica para a missão antes da partida.

 

“As pessoas estão devidamente conscientes de que é um processo que demora mais tempo”, disse a responsável, explicando que “fazer voluntariado exige um determinado tipo de competências” e nem todos podem estar preparados para o fazer.

 

Maria Hermínia Cabral explicou que os países parceiros no projeto, como Moçambique e Angola, estão a enfrentar processos de desenvolvimento muito acelerados e confrontam-se com uma “insuficiência de recursos humanos qualificados”.

 

Contudo, o período de voluntariado é de dois meses no máximo, porque “não pretendemos substituir o emprego dos mais jovens por renovações consecutivas de voluntariado”.

 

“Há aqui uma preocupação de que estas pessoas com mais experiência ajudem a capacitar outras instituições, outras pessoas e não substituir pessoas”, explicou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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