Programa europeu ajuda mulheres com VIH

Mulher seropositiva é uma mulher não é um VIH

31 outubro 2012
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As mulheres com VIH podem agora contar com a ajuda de um programa europeu, que foi lançado esta semana em Lisboa e que será aplicado em hospitais de todo o país, para as ajudar a viver com esta doença.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o programa “SHE” - Strong, HIV Positive, Empowered Women – pretende ajudar as mulheres com VIH a responder questões como “qual a melhor altura para revelar a um companheiro que é seropositiva”, “como assumir este problema” ou “como e quando contar aos filhos”.
 

A coordenadora do projeto SHE a nível nacional é Teresa Branco, médica internista especialista em virologia do Hospital Fernando da Fonseca, um dos dois hospitais de Lisboa onde o programa vai arrancar. O outro é a Maternidade Alfredo da Costa, juntando-se a estes, noutros pontos do país, o Hospital de Cascais, o Centro Hospitalar de Cova da Beira, o Hospital de Portimão e o Hospital de São João, no Porto.
 

O programa foi adaptado para a realidade nacional pela Associação SERES, uma associação de doentes, baseando-se num modelo de apoio entre pares, que cria um ambiente que permite às mulheres sentirem-se capacitadas e assumirem o controlo.
 

A presidente e fundadora da SERES, Isabel Nunes, explicou que o programa consiste numa formação que é dada pelas mulheres seropositivas, previamente selecionadas nos hospitais – as “facilitadoras” –, a outras doentes, com o objetivo de tornar as mulheres mais fortes e consciencializadas.
 

Os profissionais de saúde escolhem, de entre as mulheres com VIH que acompanham, aquelas que reúnem os critérios necessários para fazer delas “facilitadoras”: terem VIH há mais de dois anos, serem mulheres abertas, que assumem abertamente a doença e que, simultaneamente, sejam “um exemplo” para os outros, explicou.
 

A ideia é influenciar positivamente as outras mulheres, que facilmente se vão abaixo, em grande parte devido ao peso do papel social e familiar que desempenham, e que faz delas vítimas fáceis do estigma.
 

É também esse papel da mulher que, no entanto, deve servir de mote para a viragem positiva, explicou Ophelia Orum, embaixadora da Suécia para o VIH/Sida e membro do “think-tank” da União Europeia para o tema.
 

“Uma mulher seropositiva é uma mulher, não é um VIH. É mulher com todas as suas características e qualidades. Pode ser uma profissional e mãe, que gere a sua vida, o emprego, trata da família e dos filhos”, revelou Ophelia Orum, referindo que há que aceitar a doença, mas não deixá-la tomar controlo da vida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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