Progesterona pode impedir abortos recorrentes

Estudo publicado na revista “Fertility & Sterility”

13 janeiro 2017
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Para as mulheres que sofrem de abortos recorrentes nas primeiras quatro a seis semanas de gestação, a progesterona pode ajudá-las a terem uma gravidez de sucesso, sugere um estudo publicado na revista “Fertility & Sterility”.
 

A morte fetal ou morte fetal intrauterina, afeta anualmente 30 mil mulheres nos EUA. Cerca de 25% das mulheres grávidas têm um aborto no primeiro trimestre. Contudo, para algumas mulheres a gravidez resulta sempre em perdas.
 

Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina de Yale e da Universidade de Illinois, nos EUA, decidiram avaliar o efeito da progesterona em 116 mulheres que tinham tido duas ou mais perdas da gravidez.
 

De forma a determinar se o endométrio das mulheres era saudável e capaz de sustentar o embrião, os investigadores utilizaram o teste da função endometrial (EFT®) desenvolvido por um dos coautores do estudo, Harvey Kliman.
 

Segundo a informação da Escola de Medicina de Yale, veiculada no seu sítio da Internet, um EFT anormal está associado à perda gestacional, enquanto um EFT normal está associado a uma gravidez de sucesso. Os investigadores focaram-se no marcador molecular nCyclinE como forma de avaliar as pacientes com perdas da gravidez recorrentes.
 

As mulheres com níveis anormais do nCyclinE foram prescritas com progesterona dois dias após a ovulação, quando o revestimento do útero matura para se preparar para uma possível gravidez.
 

De acordo com os investigadores, a progesterona faz com que o endométrio produza mais secreções endometriais. Harvey Kliman explica que o endométrio alimenta o embrião até às oito semanas de gravidez. Entre a nona e a décima semana o feto é alimentado através do sangue da mãe.
 

O investigador acrescenta que nas mulheres que são alvo de múltiplos abortos precoces, os embriões estão literalmente a morrer à fome. Apesar de se fixarem às paredes do colo do útero, os embriões não conseguem ter acesso a alimentos suficientes. Contudo, após a administração de progesterona, o endométrio produz mais nutrientes e evita a perda da gravidez.
 

Mary Stephenson, a líder do estudo, concluiu que a sua equipa está muito satisfeita por terem apurado que estes resultados reforçam a evidência de que a progesterona pode ser um tratamento muito benéfico, pouco dispendioso e seguro para muitas mulheres com antecedentes de abortos recorrentes.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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