Professores têm informações incorrectas das crises epilépticas

Estudo nacional sobre epilepsia nas escolas portuguesas

29 julho 2010
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O primeiro estudo sobre a epilepsia nas escolas portuguesas revela que nove em cada dez professores podem pôr em perigo um aluno com epilepsia, já que acreditam no mito que defende que se deve colocar um objecto na boca durante uma crise epiléptica para evitar que enrolem a língua.

 

O estudo, divulgado pela agência Lusa, foi desenvolvido durante o último ano lectivo pela EPI – Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia e a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE). Os participantes do estudo foram professores, educadores, terapeutas, auxiliares de educação e também crianças da turma do aluno com epilepsia.

 

De acordo com a investigação, cerca de 77% dos professores têm dificuldade em gerir uma situação de epilepsia na turma. Se, por um lado, a maioria dos inquiridos identificou correctamente que se deve ficar com a pessoa durante e após a crise, a verdade é que o mito do enrolar a língua se mantém: 93,4% defenderam erradamente que se deve colocar algo na boca durante um ataque, o que pode “provocar situações de risco para o doente” como asfixia ou dentes partidos.

 

Apesar deste perigo, 90% dos inquiridos sabiam que se deve remover objectos que possam ferir a pessoa, 79% lembravam-se que se deve deitar a pessoa em posição lateral de segurança e 83,9% tinham consciência de que se deve controlar o tempo de duração da crise.

 

Perante estes resultados, a LPCE e a EPI decidiriam dinamizar mais acções de divulgação e formação em escolas que pretendam facilitar a integração de crianças com epilepsia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Crise epilética na escola

É verdade que os professores não estão sensibilizados.
Mas, no meu caso, foi fácil.
Divulguei e expliquei à DT da minha filha o que fazer, facultei documentação com desenhos (que recolhi da EPI) para facilitar a comunicação, e a DT fez o favor de avisar os adultos que contactavam com a minha filha, para estarem atentos, caso houvesse uma crise.
Também é verdade que numa escola de 1700 alunos, até à data ainda ninguém tinha tomado esta atitude, nem com este tipo de crise, nem com outra qualquer... diabetes ou asma... por exemplo.

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