Produtos químicos domésticos diminuem imunidade das crianças

Estudo publicado no “Journal of the Medical Association”

27 janeiro 2012
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A exposição a níveis elevados de compostos perfluorados, utilizados habitualmente nas embalagens dos alimentos, pode diminuir a resposta imune à vacinação das crianças, dá conta um estudo publicado no “Journal of the Medical Association”.

 

Os compostos fluorados são habitualmente utilizados numa vasta gama de produtos, nomeadamente nas embalagens dos alimentos e nos utensílios de cozinha antiaderentes. Estudos anteriores demonstraram que este tipo de compostos são altamente persistentes e são comumente detetados na corrente sanguínea. A exposição a este tipo de compostos também tem sido associada com uma menopausa precoce e elevados níveis de colesterol.

 

Neste estudo os investigadores da Harvard School of Public Health, em Boston, EUA, decidiram verificar qual o efeito destes compostos na imunidade, acompanhando para tal 587 crianças oriundas das ilhas Faroé, durante cerca de sete anos. Nestas ilhas, localizadas entre a Escócia e a Islândia, o consumo frequente de marisco está associada com um aumento da exposição aos compostos perfluorados.

 

Os cientistas liderados por Philippe Grandjean analisaram os níveis de anticorpos produzidos em resposta à vacinação das crianças contra o tétano e difteria, as quais são administradas nestas ilhas aos 3, 5 e 12 meses e reforçadas aos 5 anos. A exposição pré-natal a cinco tipo de compostos perfluorados foi medida através de análises sanguíneas realizadas às suas mães nas últimas semanas de gravidez. Foram também medidas as concentrações de anticorpos produzidos em resposta às vacinas aos cinco e sete anos de idade.

 

O estudo revelou que a exposição pré-natal a estes compostos foi negativamente associada com a produção de anticorpos, um aumento de cerca de duas vezes da exposição aos compostos perfluorados estava associada a uma diminuição da concentração de anticorpos, aos cinco anos, em cerca de 39%.

 

As crianças que tinham, em média, o dobro da concentração destes compostos no sangue aos cinco anos apresentavam uma concentração de anticorpos duas vezes menor do que a que deveriam apresentar aos sete anos de idade.

 

Jerome Paulson, um especialista em saúde ambiental, revelou, em comunicado de imprensa, que “devemos estar preocupados com este tipo de compostos perfluorados e tentar diminuir a sua exposição”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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