Produtos geneticamente modificados não oferecem perigo

Consumo de OGM é seguro, afirma estudo

21 agosto 2002
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Os produtos alimentares derivados de animais clonados ou geneticamente modificados não oferecem perigo para a saúde dos consumidores. A conclusão resulta de um estudo efectuado por cientistas da National Academy of Sciences, que ao longo de um ano, analisaram os efeitos das modificações genéticas sobre os produtos de consumo alimentar.
 

 

Tornado público na última terça-feira, o estudo conclui que o consumo destes alimentos apresenta "baixas probabilidades" de causar reacções alérgicas. Mas salienta também que, nos casos em que tal se verifique, as consequências podem ser perigosas. "A probabilidade de ocorrerem alergias é baixa, mas a acontecerem serão de alto risco para algumas pessoas", referiu o chefe da equipa de cientistas, John Vandenbergh. Por esta razão, o estudo defende o reforço do controlo estatal sobre a produção deste tipo de alimentos, no sentido de garantir a segurança dos consumidores.
 

 

O trabalho da equipa de cientistas foi efectuado a pedido da Food and Drug Administracion, organismo que autoriza e controla a comercialização destes produtos no mercado norte-americano. As conclusões serão agora analisadas por esta entidade, numa altura em que se prepara para decidir se autoriza a comercialização de leite e carne de animais geneticamente alterados.
 

 

Os animais clonados ou sujeitos a alterações genéticas, caso das ovelhas ou aves de criação, são mais produtivos que o normal, nomeadamente no que se refere a produtos como leite ou ovos. A equipa de cientistas que desenvolveu o estudo não levanta dúvidas ao valor nutricional destes alimentos, sustentando mesmo que os ovos apresentam baixos níveis de colesterol, sendo que a carne é mais magra, mas igualmente vitamínica.
 

 

 

Além dos alimentos, o estudo pronuncia-se também sobre a utilização de animais geneticamente modificados para fins biomédicos. Neste aspecto, os estudiosos manifestam preocupação com a possibilidade destes animais virem a integrar a cadeia alimentar, devido à falta de legislação na matéria. O estudo aconselha, por isso, os três organismos federais norte-americanos que regulam o sector a clarificar as suas competências, que actualmente se sobrepôem. Uma posição que mereceu a discordância de representantes da indústria biotecnológica, que apesar de terem elogiado o estudo, consideram que a actual regulação é suficiente para garantir a saúde pública e ambiental.
 

 

Veja mais em: Diário de Notícias
 

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