Produtos de higiene pessoal podem aumentar risco de diabetes

Estudo publicado no “Environmental Health Perspectives”

18 julho 2012
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Os níveis elevados de determinados compostos químicos presentes nos produtos de higiene, os ftalatos, aumentam risco de diabetes nas mulheres, sugere um estudo publicado no “Environmental Health Perspectives”.
 

Os ftalatos são químicos que interferem com o sistema endócrino e estão presentes em vários produtos da higiene pessoal como hidratantes, polidores de unhas, sabonetes, spray para o cabelo e perfumes. Estes também são utilizados em adesivos, dispositivos eletrónicos, brinquedos e numa grande variedade de produtos.
 

Neste estudo, os investigadores da Brigham and Women's Hospital, nos EUA, analisaram a concentração de ftalatos na urina de 2.350 mulheres, tendo constatado que as participantes que tinham maiores níveis destes químicos apresentavam um maior risco de diabetes.
 

Os investigadores, liderados por Tamarra James-Todd, verificaram que as mulheres que tinham níveis mais elevados de mono-benzil ftalato e mono-isobutil ftalato apresentavam quase o dobro do risco de diabetes, em comparação com as mulheres que tinham níveis baixos destes químicos.
 

O estudo também apurou que as mulheres com níveis mais elevados do que a média de mono-(3-carboipropil) ftalato tinham um risco cerca de 60% maior de desenvolver diabetes. Por último, as mulheres com níveis moderados a elevados de mono-n-butil ftalato e di-2-etilhexil ftalato apresentavam um risco 70% maior de desenvolver esta doença.
 

“Este é o primeiro passo importante no conhecimento da associação entre os ftalatos e diabetes”, revelou, em comunicado de imprensa, Tamarra James-Todd. “Sabemos que para além de estarem presentes nos produtos de higiene pessoal, os ftalatos também se encontram presentes em determinados dispositivos médicos e medicamentos utilizados no tratamento da diabetes. O que poderá explicar os elevados níveis de ftalatos encontrados nas mulheres diabéticas”, acrescentou.
 

Deste modo, na opinião do investigador são necessários mais estudos para conhecer melhor esta associação entre os ftalatos e o risco de diabetes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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