Produção de triglicerídeos no fígado é independente da insulina

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

08 janeiro 2015
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Investigadores americanos descobriram que os triglicerídeos, um tipo de gordura encontrada no sangue e no fígado, são produzidos neste órgão, independentemente da ação da insulina no fígado, sugere um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

Na diabetes tipo 2, a insulina não é capaz de bloquear a produção de glicose no sangue pelo fígado, enquanto, paradoxalmente, permite a produção de triglicerídeos hepáticos. Este processo resulta em vários riscos para a saúde, que incluem a pressão arterial elevada e a estetatose hepática, também conhecida como doença do fígado gordo.
 

Ao longo de vários anos, a comunidade científica tem abordado este fenómeno e tem-se focado no papel alterado da ação da insulina no fígado e na produção de triglicerídeos. Neste estudo, os investigadores da Universidade de Yale, nos EUA, testaram uma teoria diferente, a de que os triglicerídeos formados no fígado são mais dependentes da libertação de ácidos gordos no fígado do que da ação da insulina.
 

Os investigadores, liderados por Gerald I. Shulman, desenvolveram um novo método para medir a taxa de produção de triglicerídeos a partir de ácidos gordos em três grupos distintos de ratinhos. Um grupo era constituído por animais resistentes à insulina, o segundo incluía ratinhos com recetores de insulina modificados e o terceiro era constituído por ratinhos normais, tendo funcionado como grupo de controlo.
 

O estudo apurou que, nos animais testados, o aumento da produção de triglicerídeos era dependente da libertação de ácidos gordos e não da ação da insulina no fígado.
 

Estes achados também explicam por que motivo a terapia com insulina não aumenta, e pelo contrário diminui, a doença do fígado gordo nos pacientes com diabetes tipo 2. “Estes resultados fornecem novas informações sobre a patogénese da doença hepática não-alcoólica e indicam novas abordagens de tratamento para a doença do fígado gordo, que atualmente é a doença do fígado mais comum no mundo”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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