Produção de medicamentos depende da biodiversidade

Humanidade depende da riqueza natural do planeta

03 agosto 2002
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Se se mantiver o actual ritmo de extinção das espécies, a Humanidade perde um medicamento importante em cada dois anos. Isto sabendo-se que apenas se conhecem as potencialidades farmacêuticas de 1 por cento das 250 mil plantas tropicais existentes na Terra, alerta o Centro de Monitorização da Conservação do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), que lançou, na quinta-feira passada, o primeiro atlas mundial da biodiversidade.
 

 

Uma das grandes conclusões deste documento é a dependência da humanidade em relação à existência e preservação de ecossistemas saudáveis. Só nos Estados Unidos, por exemplo, 56 por cento dos 150 mais importantes medicamentos, com um valor económico de cerca de 80 mil milhões de euros, são fruto de descobertas feitas na natureza e não no laboratório. Além disso, oitenta por cento dos habitantes do países em vias de desenvolvimento dependem de drogas que retiram das plantas e dos animais.
 

 

Este atlas é o primeiro levantamento cartográfico da biodiversidade mundial. Fornece uma vastidão de factos e números sobre a importância, entre outros ecossistemas, das florestas, zonas húmidas e ambientes costeiros e marinhos. Reúne informação fornecida, não só pelos investigadores das Nações Unidas, como por vários cientistas de todo o mundo.
 

 

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