Procriação Medicamente Assistida faz nascer menos crianças

Relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

16 setembro 2015
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Em 2013, as técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) fizeram nascer 2.091 crianças, menos 43 do que no ano anterior, tendo representado 2,5% de todas as crianças nascidas nesse ano.
 
De acordo com o relatório da atividade em PMA em 2013, elaborado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), ao qual a agência Lusa teve acesso, o maior número de crianças nascidas através destas técnicas resultaram da aplicação da Fertilização In Vitro (FIV) e Microinjeção Intracitoplasmática (ICSI) intraconjugal: 1.322.
 
O CNPMA sublinha que, “comparando com 2012, o número de ciclos das principais técnicas de PMA efetuado (excluindo inseminação intrauterina) foi 3% menor, mas que as taxas de gravidez e parto aumentaram ligeiramente”. 
 
“O número de inseminações artificiais manteve-se estável e os resultados do uso desta técnica tiveram também ligeira melhoria”, refere o regulador desta área que tem como objetivo responder a casos de infertilidade.
 
O CNPMA chama a atenção para a descida da taxa de partos múltiplos, “pela sua inequívoca importância, no que constitui o contínuo esforço tendente à eliminação da situação que corresponde ao maior risco dos tratamentos de infertilidade”.
 
O documento refere a ocorrência de 33 casos de síndrome de hiperestimulação ovárica, a mais frequente complicação em ciclos de FIV/INCI intraconjugal, e quatro complicações da punção ovárica.
 
Relativamente à doação de gâmetas ou embriões, em 2013, ocorreram 60 ciclos FIV e 67 ICSI com esperma de dador e iniciaram-se 345 ciclos para doação de ovócitos.
 
O documento demonstra como a idade das doentes influencia o sucesso dos tratamentos, o qual diminui de forma acentuada após os 36 anos. A taxa de gestação diminuiu dos 15,2% aos 40 anos para os 2,6% aos 45 anos.
 
O aumento da idade das mulheres que se submeteram aos tratamentos também influenciou a taxa de aborto, a qual subiu a partir dos 37 anos e acentuando-se a partir dos 41 anos, atingindo quase 70% nas doentes com 42 ou mais anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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