Processo de requalificação da rede de urgências

Ordem dos Médicos aponta "ilegalidades"

07 dezembro 2007
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A Ordem dos Médicos (OM) criticou esta semana, de forma cáustica, o processo de reorganização da rede de urgências.
 

 

A projectada substituição de urgências hospitalares por consultas abertas efectuadas por médicos de família em alguns hospitais é "completamente ilegal" e a instalação anunciada de helicópteros para socorro a casos graves sem clínicos a bordo constitui um "luxo caro e ineficaz" que desrespeita as normas da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, defende o conselho nacional executivo da OM, em comunicado.
 

 

"O Governo prepara-se para encerrar várias urgências hospitalares, como Cantanhede, Anadia e Fundão, substituindo-as por consultas não programadas para casos agudos efectuadas por médicos dos centros de saúde e viaturas de suporte imediato de vida (SIV), cuja equipa é composta por tripulante de ambulância e enfermeiro", refere o conselho executivo.
 

 

Uma medida que, além de "ilegal", é "contraditória com anteriores afirmações do ministro da Saúde", porque desta forma os médicos de família irão "prejudicar a assistência" aos doentes dos seus ficheiros. A OM volta a defender que os médicos do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) não podem ser obrigados a assumir, via telefone, a responsabilidade dos actos praticados no local pelos profissionais das viaturas SIV.
 

 

Põe ainda em causa o facto de os serviços de atendimento permanente (SAP) dos centros de saúde que têm fechado terem sido "substituídos pelas chamadas consultas abertas, que continuam a prestar o mesmo tipo de serviço e a funcionar nas mesmas instalações, com excepção do período nocturno em alguns locais". Consultas estas que, garante, "continuam a receber doentes urgentes e emergentes transportados em ambulâncias, inclusivamente triadas e orientadas pelo próprio INEM".
 

 

Considerando que o Governo tem "intenções mais economicistas do que preocupações com a saúde dos portugueses", a OM destaca a "assinalável celeridade ao nível dos encerramentos" e a "exasperante lentidão na requalificação dos espaços existentes e na abertura dos novos pontos de urgência" previstos pelos especialistas que delinearam a nova rede.
 

 

Fonte: Público
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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