Processo clínico eletrónico melhora cuidados de saúde

Estudo publicado no “Journal of General Internal Medicine”

15 outubro 2012
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Um estudo recente demonstrou, de forma irrefutável, que os processos clínicos eletrónicos (PCE) promovem a qualidade dos serviços de saúde prestados em comunidades nos EUA.
 

O governo federal dos EUA investiu 22.5 mil milhões de euros para promover a adoção dos sistemas de PCE no sentido de acompanhar e melhorar os resultados dos cuidados de saúde prestados aos pacientes, sendo que a implementação destes sistemas tem vindo cada vez mais a aumentar no país.
 

Conduzido por investigadores da Weill Cornell Medical College, EUA, o estudo teve por base informação recolhida sobre a qualidade dos cuidados de saúde praticados no estado de Nova Iorque, EUA, tendo em conta nove parâmetros, dados de 500 médicos e de 75.000 pacientes no âmbito dos serviços ambulatórios na região de Hudson Valley (no estado de Nova Iorque).
 

Os investigadores procuravam avaliar o impacto das estratégias de implementação dos PCE naquela região dos EUA. Para além dos fatores acima mencionados, foram recolhidos dados de cinco planos de saúde diferentes, refletindo, assim, de forma mais exata as experiências dos pacientes nas comunidades nos EUA.
 

A equipa descobriu que os 56 por cento de médicos que utilizavam os PCE, disponíveis comercialmente, prestavam cuidados de saúde significativamente melhores do que aqueles que usavam registos em papel, quando considerados quatro dos parâmetros avaliados, ou seja, o teste da hemoglobina A1c em diabetes, o rastreio do cancro da mama, rastreio de clamídia e rastreio de cancro colo-rectal.
 

A avaliação global dos nove parâmetros demonstrou que a utilização dos PCE conduz a melhores cuidados prestados ao paciente do que os registos em papel.
 

“Os PCE podem melhorar a qualidade dos cuidados, tornando a informação mais acessível para os médicos, prestando suporte na tomada de decisão clínica em tempo real e permitindo aos pacientes e prestadores de cuidados comunicarem de forma mais regular e segura”, afirma a Dra. Rainu Kaustal, a principal investigadora do estudo, e diretora do Centre for Healthcare Informatics and Policy do Weill Cornell Medical College.
 

“No entanto, o valor real destes sistemas consiste na sua capacidade de organização dos dados e no facto de permitirem que os modelos transformadores na prestação dos cuidados de saúde, tal como centros de saúde centrados no paciente, se tornem uma prioridade”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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