Procedimento usado no tratamento de otites é seguro em crianças com implantes cocleares

Estudo publicado nos “Archives of Otolaryngology-Head & Neck Surgery”

24 junho 2010
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A miringotomia com colocação de tubos, utilizada no tratamento de otites, é um procedimento seguro mesmo no caso das crianças que têm implantes cocleares, revela um estudo publicado nos “Archives of Otolaryngology-Head & Neck Surgery”.

 

De acordo com estudos anteriores, tem-se verificado que o rastreio auditivo dos recém-nascidos é uma prática generalizada e que os implantes cocleares, para reverter a perda de audição, têm sido bem sucedidos em crianças com menos de 2 anos. Como consequência, o número de crianças candidatas à colocação de implantes cocleares, perto da idade do pico de desenvolvimento de otite média aguda ou de infecção do ouvido médio, tem vindo a aumentar.

 

A miringotomia com colocação de tubos é um procedimento amplamente utilizado no tratamento da otite média em crianças que têm otites recorrentes que não respondem aos antibióticos e que têm uma audição normal. Este procedimento cirúrgico envolve a introdução de pequenos tubos no tímpano, com o objectivo de drenar o líquido e igualar a pressão entre o ouvido médio e ouvido externo. Contudo, alguns cirurgiões estão a evitar este procedimento em crianças que têm ou que estão em vista de colocar implantes cocleares, por temerem o aumento de complicações.

 

Neste estudo, os investigadores da University of Alabama, nos EUA, analisaram 78 ouvidos de 60 crianças, com uma idade média de 3,2 anos, em que tinham sido colocados tubos de timpanostomia antes dos implantes cocleares. Em 59% dos casos os tubos foram removidos antes da colocação dos implantes, enquanto nos restantes casos os tubos foram mantidos até à colocação do implante.

 

O estudo revelou que em 40 ouvidos (51%) foi necessário colocar mais do que um conjunto de tubos, em 10 ouvidos (22%) em que os tubos tinham sido retirados antes da colocação de implantes foi necessário colocar tubos mais tarde e em seis ouvidos (19%) os tubos permaneceram no local. Todos os tímpanos em que os tubos foram retirados antes ou durante o implante coclear curaram. Adicionalmente, não houve casos de remoção de implantes cocleares devido a infecções.

 

Em declarações à ScienceDaily, os autores do estudo referem que “a minimização da infecção é uma prioridade para os cirurgiões que fazem implantes numa criança com história de miringotomia com colocação de tubos”, concluindo que a execução deste procedimento antes da colocação do implante não apresenta qualquer efeito adverso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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