Problemas renais associados ao excesso de paracetamol

Analgésicos devem ser consumidos com moderação

26 julho 2004
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O paracetamol consumido em elevadas quantidades e por prolongados períodos de tempo pode prejudicar o funcionamento renal. Esta é a conclusão de um estudo relizado em mulheres de meia idade e publicado no “Archives of Internal Medicine” (http://archinte.ama-assn.org/). Os autores do estudo decidiram avaliar os efeitos do consumo do paracetamol entre as mulheres, pois estas são as que consomem maior quantidade de calmantes e analgésicos, habitualmente para aliviar dores de cabeça ou dores mestruais. Para além de que as mulheres são mais propensas a infeccões renais.No estudo, desenvolvido por investigadores da Universidade de Harvard (EUA), analisaram-se quase 1.700 mulheres voluntárias. Avaliou-se a função renal ao longo de 11 anos (mediante análises sanguíneas efectuadas entre 1989 e 2000) e interrogou-se as participantes àcerca do consumo de analgésicos ao longo da vida. Observou-se que quem tinha consumido mais de 100 gramas de paracetamol “pareciam ter um risco maior de perder uma importante proporção da sua função renal, comparadas com as que haviam consumido uma quantidade menor”, afirmam os autores.Tendo em consideração que a amostra do estudo foi aleatória (e não só de pacientes com disfunção renal, como em estudos anteriores), os resultados são aplicáveis à maioria de consumidores de analgésicos que podem não ter ainda um problema de rins.No entanto, os especialistas tranquilizam afirmando que apesar do risco existir, é um risco pequeno. O estudo concluí que a maioria das pessoas que tinha consumido mais de 3.000 gramas não tinha uma disfunção renal clinicamente importante. Afirma-se apenas que os indivíduos que durante a vida consumam quantidades mais elevadas de paracetamol terão maior probabilidade de desenvolver, com o tempo, o problema. “Cada analgésico possui outros possíveis efeitos adversos que devem sempre considerar-se quando se decide se faz falta um calmante e qual se deve usar”, concluem os autores. Fonte: El Mundo

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