Problemas na gravidez: novos meios de diagnóstico estão a ser desenvolvidos

Estudo realizado pela Universidade de Aveiro

30 janeiro 2012
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Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) estão a desenvolver meios de diagnóstico capazes de detetar problemas de saúde na gravidez que não são assinalados nos exames de rotina.

 

Diabetes gestacional, parto pré-termo, rutura prematura de membranas ou pré-eclampsia são exemplos de complicações que se podem manifestar a partir do segundo trimestre da gravidez e que o grupo de investigadores da UA consegue agora diagnosticar através da análise de biofluídos.

 

A estratégia está a ser desenvolvida com base no acompanhamento da saúde de grávidas e recém-nascidos da Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra. Com centenas de amostras recolhidas nos últimos cinco anos, desde o início do estudo, foi possível criar uma amostra de compostos, associada ao estado saudável da grávida e do feto, e ao perfil de alguns desvios.

 

A coordenadora da equipa do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, Ana Gil, revelou à agência Lusa que “há vários problemas que não se conseguem prever e que põem em risco o feto e a grávida, como a pré-eclampsia, a diabetes gestacional, muitas vezes em pessoas que não têm qualquer precedente da doença, ou o parto pré-termo”.

 

De acordo com a responsável pela investigação o projeto visa, “através de um rastreio simples, não invasivo e rápido, no segundo trimestre da gravidez, quando não há indícios clínicos dessas desordens, ver se há qualquer desvio nos biofluídos” que possam ser, estatisticamente, correlacionados com doenças que se revelam mais tarde.

 

A mesma metodologia está a ser usada para estudar e melhorar o diagnóstico de outras condições, como vários tipos de malformações fetais e de cromossomopatias.

 

"Os fetos mal-formados têm um impacto enorme na composição do líquido amniótico, no sangue e na urina das mães e conseguimos formar agora uma imagem metabólica do que está a acontecer. Vimos também alterações, embora mais ténues, nas grávidas que acabam por desenvolver diabetes gestacional, e isso é bastante útil, porque não há forma de a prever”, afirmou Ana Gil.

 

A investigadora acrescentou que têm também “alterações medidas para parto pré-termo muito interessantes e já foi também possível identificar diferenças nas variações do perfil metabólico para fetos com malformações do sistema nervoso central e para a Trissomia 21".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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