Problemas físicos afetam saúde mental

Estudo publicado na revista “Health Services Research”

27 julho 2012
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As pessoas que sofrem de problemas físicos apresentam uma possibilidade muito maior de recorrerem a cuidados de saúde mental, apontam os resultados de um estudo publicados recentemente no jornal científico “Health Services Research”.
 

De dores de costas a cancro, quem padece de uma doença física acresce em três vezes a eventualidade de desenvolver um problema mental de saúde, sendo que a possibilidade de necessitar de cuidados de saúde de psiquiatria é muito maior entre os doentes com doenças graves ou crónicas.
 

O estudo foi desenvolvido tendo por base informação sobre seis mil adultos que participaram nos Inquéritos do Painel de Despesas Médicas dos EUA de 2004 e 2005. Nenhum dos participantes tinha mencionado ter tido anteriormente qualquer doença física ou mental.
 

Os cientistas descobriram que mesmo excluindo doentes com doenças físicas gravíssimas, como cancro, AVC e enfarte agudo do miocárdio, as pessoas que possuíam problemas físicos apresentavam uma possibilidade três vezes maior de recorrerem a cuidados de saúde mental. Este estudo revelou ainda que as pessoas que acreditam possuir um mal físico grave têm uma maior tendência a procurar cuidados de saúde mental.
 

Jangho Yoon, economista em política de saúde com especialização em política de saúde mental da Ohio State University em Columbus, EUA, e investigador líder neste estudo, afirma que “já se suspeitava, desde longa data, de uma inter-relação entre a nossa saúde física e mental”. O investigador acrescenta que “sempre que tenho dores de costas, sinto-me stressado. E se isso tiver um impacto sobre a minha capacidade para trabalhar ou para realizar as minhas atividades normais, posso sentir-me triste ou mesmo um pouco deprimido”. O autor afirmou ainda que “ainda não existiam estudos de grande escala que comprovassem, em termos estatísticos, esta correlação”.
 

O autor líder do estudo defende que um simples inquérito de rastreio poderá ajudar os médicos a avaliarem os pacientes e a encaminhá-los para os cuidados de saúde mental, se desejarem.
 

“Este tipo de iniciativa seria um sucesso”, afirma Jangho Yoon. “Poder-se-á evitar despesas no nosso sistema de saúde se identificarmos potenciais problemas de saúde mental numa fase inicial, antes que estes se agravem”, continua.
 

O autor conclui que “o mais importante é que os cuidados coordenados e as intervenções em fases iniciais conduzem a melhores resultados na saúde e a melhores cuidados prestados ao paciente”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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