Problemas familiares aumentam risco de angina de peito

Estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”

03 março 2011
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As exigências e as preocupações familiares envolvem um risco significativo para a saúde, já que podem dobrar ou triplicar o risco de angina de peito, condição precursora de doença arterial coronária, revela um estudo publicado no “Journal of Epidemiology and Community Health”.

 

As conclusões foram tiradas a partir de um estudo realizado entre 1999 e 2006, no qual se analisou durante seis anos, a saúde cardiovascular de mais de 4.500 homens e mulheres saudáveis entre os 40 e 50 anos, seleccionados aleatoriamente.

 

No início do estudo, nenhum dos participantes tinha problemas cardíacos. Seis anos mais tarde, foram recolhidas novas informações sobre a saúde do coração, ao mesmo tempo em que foi realizado um questionário para determinar a qualidade dos seus relacionamentos com os companheiros, filhos, familiares, amigos e vizinhos.

 

Os resultados mostraram que, passados seis anos, quase um em cada 10 homens e mulheres (9,5% e 9,1% respectivamente) sentiu desconforto ou aperto no peito, sintomas típicos de angina, sendo mais comum nas pessoas de 50 anos. No entanto, ao comparar a incidência desta doença para a situação pessoal de cada participante, foi observado que aqueles que tinham problemas ou tensões com o seu filho tinham o dobro do risco de sofrer de angina, enquanto, quando os problemas eram entre o casal, o risco foi 3,5 vezes maior.

 

Quando existia uma preocupação excessiva ou alguma tensão com outro membro da família, o risco foi quase o dobro. Em contraste, os problemas com os amigos ou com os vizinhos apresentavam um risco insignificante.

 

Além disso, quanto maior o grau de preocupação ou tensão no relacionamento, maior a probabilidade de sofrer algum dos sintomas característicos da angina de peito. Por outro lado, quando essas tensões levaram a discussões contínuas, o risco para essa condição é aumentado em 44% se se verificasse com o casal, mas o risco não foi significativo se fosse com um filho, amigos e parentes mais afastados.

 

O estudo também não encontrou diferenças quando se levou em conta outros factores influentes, tais como o tabagismo e falta de exercício físico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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