Problemas de sono podem contribuir para as doenças inflamatórias?

Estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”

08 julho 2016
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Os problemas e a duração do sono estão associados a um aumento dos marcadores de inflamação, sugere um estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”.
 

A falta de sono é considerada pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, uma epidemia da saúde pública. Os distúrbios de sono comuns, como a insónia, têm sido associados a um risco aumentado de doença inflamatória e mortalidade.
 

O aumento de substâncias em resposta à inflamação e que circulam na corrente sanguínea, como a proteína C reativa e a interleuquina 6 (IL-6), é indicador de condições de saúde adversas, incluindo eventos cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2.
 

Apesar de o mecanismo responsável pela associação entre a saúde do sono e a imunidade ter sido alvo de vários estudos, ainda não foi possível obter uma resposta clara.
 

Foi neste contexto que os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, decidiram fazer uma revisão sistemática dos estudos que já tinham avaliado a associação entre o sono e os marcadores inflamatórios. Foram analisados 72 artigos diferentes que incluíram 50 mil indivíduos. Foram analisados os níveis da proteína C reativa, da IL-6 e do tumor de necrose tumoral como indicadores da inflamação.
 

O estudo apurou que os indivíduos que tinham uma duração do sono normal dormiam entre sete a oito horas. Verificou-se que os problemas de sono, incluindo uma baixa qualidade deste e a insónia, assim como dormir em demasia, estavam associados a níveis aumentados de proteína C reativa e IL-6. O sono de curta duração foi associado a níveis elevados de proteína C reativa.
 

De acordo com Michael Irwin, um dos autores do estudo, em comunicado, os distúrbios de sono ou a insónia deveriam ser encarados como um fator de risco comportamental para a inflamação, semelhante aos efeitos adversos do consumo de uma dieta com elevado teor de gordura ou comportamento sedentário. Os tratamentos que tenham por alvo os comportamentos do sono podem ser uma estratégia para reverter a inflamação e reduzir o risco de doenças inflamatórias.
 

O investigador conclui que conjuntamente com a dieta e atividade física, o sono pode ser considerado o terceiro componente da promoção de uma vida saudável.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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