Problemas de memória: identificada possível causa

Estudo anunciado pela Universidade de Coimbra

15 janeiro 2015
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Investigadores de Portugal, Holanda, Estados Unidos e China identificaram a possível causa do desenvolvimento de problemas de memória, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).
 

De acordo com a nota divulgada pela UC, à qual a agência Lusa teve acesso, os investigadores descobriram que “os recetores A2A para a adenosina” têm “um papel crucial no surgimento de problemas de memória”. A adenosina é a “molécula que funciona como sinal de stress no funcionamento de vários sistemas do organismo, especialmente no cérebro”.
 

O estudo que vai ser publicado na revista “Molecular Psychiatry”, foi desenvolvido em modelos animais e permitiu pela primeira vez verificar que o funcionamento em excesso dos recetores A2A (localizados na membrana dos neurónios) é suficiente para causar distúrbios na memória.
 

De forma a conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos ao longo das experiências, os investigadores da UC envolvidos no estudo criaram “um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para atuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), ativar este recetor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais.
 

Deste modo, “no exato momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples ativação intensa do recetor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória”, explicou o coordenador da equipa portuguesa, Rodrigo Cunha.
 

Esta descoberta é determinante para a Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente “para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum”, sustenta Rodrigo Cunha.
 

“Se a simples ativação do recetor A2A é suficiente para causar distúrbios na memória, é possível desenvolver bloqueadores seletivos deste recetor”, acrescenta o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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