Problemas alimentares são os mais comuns entre os viajantes

Consulta do viajante é aconselhada para destinos fora da Europa

11 julho 2010
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Os médicos recomendam a passagem por uma consulta de viajante antes de viajar para fora da Europa. Os portugueses têm à sua disposição 23 unidades de saúde em Portugal que disponibilizam este serviço. Nesses locais podem informar-se sobre o que beber, comer ou sobre quais as vacinas indicadas para ficarem protegidos contra algumas das doenças infecciosas, nomeadamente a malária, no seu destino de férias, revela uma notícia avançada pelo “Jornal de Notícias”.

 

A malária é uma das doenças de notificação obrigatória, sendo a mais frequente entre os turistas portugueses que viajam para países africanos, asiáticos e até para destinos tropicais, como países das Caraíbas e América do sul. De acordo com a Direcção-Geral de Saúde, em 2009 houve 31 casos de malária e, em 2008, tinham ocorrido 45 casos.

 

Apesar de a maioria dos portugueses viajar preferencialmente para o Brasil, países das Caraíbas ou Tunísia, muitos há que já se aventuram por destinos mais longínquos. Segundo Jorge Seixas, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), "vivemos numa aldeia global. É fácil passar de um continente para o outro. A tendência será para aparecerem mais casos de viajantes com doenças, uma vez que estão expostos a mais riscos", acredita o médico.

 

Ainda que, nas consultas do viajante, se chame à atenção para os riscos e a forma de contrair doenças como a malária, dengue, febre-amarela ou febre tifóide, os médicos dão especial atenção ao que comer e beber. "A diarreia do viajante é das situações mais frequentes quando se viaja, resultado da ingestão de comida ou água contaminada por bactérias", realça Jorge Seixas.

 

Os médicos recomendam que se beba apenas água engarrafada ou fervida e que não se ingiram alimentos crus. "Não se deve comer uma refeição que não se tem a certeza da qualidade e da forma como foi confeccionada", aconselha a coordenadora da consulta do viajante da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, Nídia Gonçalves. "O marisco, ovos e produtos à base de leite são de evitar", acrescenta Jorge Seixas.

 

Jorge Seixas chama também a atenção para as precauções a ter com as picadas de mosquitos. "O aconselhamento tem de ser feito tendo em consideração a região e não tanto o país", sugere o médico do IHMT, acrescentando "o turista que vai para a Amazónia deve levar as vacinas contra a malária e a febre-amarela. Se for ao Rio de Janeiro não é preciso".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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