Probióticos poderão ajudar no tratamento da depressão?

Estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”

18 novembro 2013
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Os probióticos, bactérias vivas que ajudam a manter uma flora intestinal saudável, podem também ser úteis no tratamento da depressão, dá conta um estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”.
 

O desenvolvimento e comercialização de produtos que contêm probióticos estão a aumentar, uma vez que há uma perceção crescente de que a ingestão de "alimentos naturais" pode ser benéfica para a saúde. Muitos dos benefícios apontados ainda têm que ser comprovados cientificamente, mas a verdade é que estes microrganismos têm um efeito positivo no trato intestinal, especialmente quando utilizados para neutralizar os efeitos dos antibióticos, que matam tanto as bactérias prejudiciais, como as benéficas.
 

Nos últimos anos, alguns estudos têm explorado o possível impacto dos probióticos no comportamento. Foi neste contexto que surgiu o conceito denominado por psicobiótico. Os investigadores da Universidade de Cork, na Irlanda, definem psicobiótico como um organismo vivo, que quando ingerido em quantidades adequadas, é benéfico para a saúde dos pacientes que sofrem de doenças psiquiátricas.
 

Neste estudo os investigadores fizeram a revisão de um trabalho que avaliou os potenciais benefícios de um probiótico específico, o Bifidobacterium infanti, em ratinhos que tinham comportamento depressivo resultante da separação materna. Foi verificado que o tratamento com o probiótico melhorou tanto o comportamento, como a resposta imunológica dos animais. Estes dois efeitos benéficos foram comprovados noutros estudos.
 

Os investigadores referem ainda que alguns psicobióticos apresentam também efeitos anti-inflamatórios. Esta é uma característica importante na medida em que a depressão e o stress estão associados à inflamação. Algumas doenças infeciosas podem também produzir estados depressivos. Alguns estudos sugerem que a ativação imune, que ocorre possivelmente através da ação dos psiscobióticos, pode aliviar estes estados. ”O equilíbrio dos microrganismos intestinais poderá alterar a regulação da resposta inflamatória e consequentemente estar envolvido na modelação do humor e comportamento”, explicam os investigadores.
 

O primeiro autor do estudo, Timothy Dinan, refere ainda que apenas uma pequena percentagem dos probióticos podem ser qualificados como psicobióticos. “Contudo, esta nova e intrigante área pode abrir novas possibilidades para o tratamento da depressão”, acrescenta o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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