Probióticos impedem diarreia associada à toma de antibióticos

Estudo publicado na revista “Cochrane Review”

04 junho 2013
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Os probióticos podem ajudar a prevenir a ocorrência de diarreia causada pela toma de antibióticos, sugere um estudo publicado na “Cochrane Review”.
 

A toma de antibióticos pode afetar as bactérias benéficas que vivem no nosso organismo e permitir que outras bactérias nocivas tal como a Clostridium difficile (C. difficile) se alojem. Apesar da infeção por esta bactéria não produzir sintomas em algumas pessoas, outras sofrem de diarreia ou colite.
 

Neste estudo os investigadores do Hospital for Sick Children Research Institute, no Canadá, verificaram que as chamadas “bactérias benéficas” ou leveduras encontradas nos alimentos probióticos podem ser uma forma segura e de baixo custo para prevenir a diarreia associada ao C. difficile. Na opinião dos investigadores este achado é importante uma vez que esta condição apresenta elevados custos.
 

De forma a chegar a esta conclusão os investigadores, liderados por Bradley Johnston, analisaram 23 ensaios clínicos que incluíram um total de 4.213 adultos e crianças. Foi verificado que a toma conjunta de antibióticos com probióticos reduziu em 64% o número de pessoas que sofriam de diarreia.
 

O estudo apurou que apenas 2% dos participantes que tomaram probióticos tiveram diarreia associada ao C. difficile, comparativamente com os 6% dos indivíduos que tomaram um placebo. Os investigadores observaram também que houve poucos eventos adversos reportados pelos indivíduos que tinham tomado probióticos.

 

"A curto prazo, a toma de probióticos conjuntamente com antibióticos parece ser uma maneira segura e eficaz de prevenir a diarreia associada à infeção por C. difficile. A introdução de regimes de probióticos como coadjuvantes aos antibióticos poderia ter um impacto imediato sobre os resultados dos pacientes, especialmente em cenário de surto. No entanto, ainda precisamos de estabelecer as estirpes e doses de probióticas que proporcionam os melhores resultados e determinar a segurança dos probióticos nos pacientes imunocomprometidos”, referiu, um outro autor do estudo, Bradley Johnston.
 

Apesar da toma de probióticos ter ajudado a evitar a diarreia associada à infeção bacteriana, não reduziu o número de pessoas que foram infetadas com C. difficile. "É possível que os probióticos atuem na prevenção dos sintomas decorrentes da infeção e não impeçam a infeção em si. Esta possibilidade tem de ser investigada em futuros estudos, para nos ajudar a compreender melhor o modo de ação dos probióticos", conclui o investigador.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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