Probióticos e melhor saúde? Nem sempre

Estudo publicado na “Molecular Psychiatry”

17 março 2017
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Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que demonstrou que os probióticos nem sempre promovem uma melhor saúde.
 
O estudo conduzido pela Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, investigou o impacto dos probióticos sobre a saúde intestinal e a função cognitiva.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores alimentou grupos de ratazanas com uma dieta saudável ou uma dieta rica em gordura saturada e açúcar.
 
Como resultado, a saúde intestinal dos ratos alimentados com a dieta de alta gordura e açúcar, ficou altamente desregulada. A administração de medicamentos probióticos neste grupo de roedores revelou alterações positivas na composição bacteriana do aparelho digestivo dos animais, bem como beneficiou a função cerebral, prevenindo a perda de memória espacial nas ratazanas.
 
No entanto, o impacto dos medicamentos probióticos no grupo de ratazanas alimentadas com uma dieta saudável foi bastante reduzido relativamente à diversidade microbiana do sistema digestivo dos animais e provocou problemas na memória de reconhecimento daqueles roedores.
 
Face aos resultados do estudo, Margaret Morris, Diretora de Farmacologia naquela Universidade, comentou que “se tivermos uma dieta mesmo má, então os probióticos poderão ajudar. Mas se se segue já uma dieta saudável, poderão não ser muito benéficos”.
 
“Ficámos muito surpreendidos ao descobrir que nos ratos que alimentámos com uma dieta saudável, os probióticos resultaram em alguns problemas de memória em relação ao reconhecimento de objetos”, continuou.
 
A especialista acrescentou ainda que embora este ensaio tenha sido conduzido em ratos, deve-se ter alguma cautela ao recomendar que as pessoas consumam probióticos.
 
“É muito difícil afirmarmos que são definitivamente bons ou maus. Os probióticos podem proporcionar uma ótima oportunidade de melhorar a saúde, desde que substituem as bactérias corretas – o desafio é determinar com precisão quais são os micróbios benéficos que estão ausentes”, remata.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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