Probiótico pode ajudar a diminuir recorrência de infecções urinárias

Estudo publicado na “Clinical Infectious Diseases”

20 abril 2011
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A taxa de recorrência de infecções urinárias em mulheres poderá diminuir através de um novo tratamento com um probiótico, dá conta um estudo publicado na “Clinical Infectious Diseases”.
 

As infecções urinárias são comuns entre as mulheres, sendo que são recorrentes em 2 a 3% dos casos. Em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Thomas M. Hooton, explica que “o problema das infecções urinárias reside na resistência aos antibióticos”. Assim, há necessidade de desenvolver outro tipo de métodos para tratar e prevenir este tipo de infecções.
 

As mulheres que têm infecções urinárias recorrentes apresentam alterações na flora vaginal. “Tende a haver uma redução de uma bactéria conhecida por Lactobacillus crispatus (L. crispatus), que é a que está predominantemente presente na vagina das mulheres saudáveis”, acrescenta o investigador.
 

Estudos anteriores já haviam sugerido que a ausência de L. crispatus é um factor de risco para a infecção urinária, uma vez que permite o crescimento das bactérias patogénicas. Assim, a reposição dessa bactéria pode ser um método eficaz na prevenção da infecção urinária.
 

Para este estudo, os investigadores da University of Washington, nos EUA, contaram com a participação de 100 mulheres que tinham um histórico de infecções urinárias recorrentes e as quais tinham sido tratadas com antibióticos. As participantes foram tratadas com um supositório intravaginal contendo o probiótico L. crispatus, chamado LACTIN-V, ou um com placebo durante cinco dias seguidos. Posteriormente receberam o mesmo tratamento uma vez por semana, durante 10 semanas.
 

O estudo revelou que sete das mulheres tratadas com LACTIN-V tiveram pelo menos uma infecção urinária, em comparação com 13 das mulheres do grupo de controlo.
 

Os autores desta investigação concluem que apesar de estes serem resultados bastante promissores, ainda serão necessários mais estudos para avaliar se o tratamento com este probiótico poderá substituir o uso de antibióticos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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