Privatização dos centros de saúde

FNAM acusa Governo de acabar com médicos de família

13 agosto 2002
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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) advertiu na terça-feira que o Governo pretende privatizar os centros de saúde, «liquidando por completo» o papel dos médicos de família.
 

 

«À semelhança dos hospitais, o Governo tem como objectivo assumido a privatização dos centros de saúde», sustentou a comissão executiva da FNAM, aludindo a um projecto ministerial divulgado recentemente.
 

 

De acordo com a FNAM, na proposta do Governo, chamada «Rede de Prestação de Cuidados de Saúde Primários», está prevista a entrega total dos centros de saúde a grupos económicos e o recurso a médicos indiferenciados.
 

 

«Fala-se em médicos generalistas. Só que estes não existem.
 

O que é há é médicos com o internato geral, que depois têm que fazer os três anos de internato complementar para serem médicos de família», disse Cílio Correia, da FNAM, que acusa o Governo de estar a «retroceder» nos progressos conseguidos na prestação de cuidados primários.
 

 

«Ao abrir a porta a médicos indiferenciados, saídos do internato geral para dar consultas a granel», a proposta do ministro deita por terra, no entender da FNAM, a filosofia do acompanhamento do doente ao longo da sua vida.
 

 

Fonte: Diário Digital
 

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