Privar células de melanoma de nutriente essencial reduz tumores

Estudo publicado em “The International Journal of Cancer”

10 março 2014
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A privação de um nutriente essencial das células de melanoma poderá tornar este tipo de cancro da pele controlável, aponta um novo estudo australiano.
 

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave e em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma. O melanoma tem vindo a aumentar nos países ocidentais.
 

As células normais necessitam de glicose como fonte de energia para se desenvolverem e dividirem. Mas as células do melanoma e de outros cancros vão buscar a sua fonte de energia ao aminoácido glutamina, o qual obtêm através de bombas existentes na superfície da célula.
 

Conduzido por uma equipa de investigadores australianos, o estudo demonstrou que as células do melanoma possuem mais bombas de glutamina na sua superfície, mas que se estas forem bloqueadas, essas células não conseguem desenvolver-se, sendo assim possível travar o crescimento do melanoma através do bloqueio destas bombas.
 

A equipa liderada por Jeff Holst utilizou células cultivadas em laboratório e um composto denominado BenSer, conhecido por bloquear as bombas de aminoácidos semelhantes à glutamina. Como resultado, na presença do composto, a proliferação celular e a progressão do ciclo celular na cultura de células de melanoma em 2D e 3D reduziram significativamente.
 

Jeff Holst comenta:“demonstrámos que se privarmos o melanoma desses nutrientes essenciais, podemos travar o crescimento do cancro. Isto implica o bloqueio da bomba de proteínas que transporta a glutamina para o interior das células tumorais, diminuindo assim o crescimento dos tumores”.

 

Embora o melanoma seja curável se for detetado cedo, é muito difícil de tratar se se tiver espalhado. Esta nova descoberta é importante porque um “fármaco que atua especificamente e inibe a bomba de glutamina dar-nos-á uma abordagem nova e diferente em relação aos tratamentos existentes”. Esta poderá ser também uma nova abordagem no tratamento de outros tipos de cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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