Privação de sono associado ao envelhecimento da pele

Estudo realizado pelos investigadores dos University Hospitals Case Medical Center

26 julho 2013
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A privação de sono aumenta os sinais de envelhecimento e abranda a recuperação de vários fatores ambientais como a rutura da barreira da pele ou radiação ultravioleta, dá conta um estudo levado a cabo pelos investigadores dos University Hospitals Case Medical Center.
 

“Um número de horas insuficiente de sono tornou-se uma epidemia mundial. Enquanto a privação crónica do sono tem vindo a ser associada a problemas médicos como obesidade, diabetes, cancro e deficiências imunes, os seus efeitos na função da pele permaneciam desconhecidos”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Elma Baron.
 

A pele é uma importante barreira contra o agressores externos, como as toxinas e os danos no ADN induzidos pela exposição solar. Neste estudo, os investigadores propuseram-se a determinar se a função e a aparência da pele também sofria os efeitos da qualidade do sono, a qual é importante para o crescimento e renovação do sistema imunitário e para o sistema psicológico.
 

Os investigadores contaram assim com a participação de 49 mulheres, que tinham entre 30 a 49 anos, metade das quais tinham um sono de baixa qualidade. Esta classificação teve por base a duração média do sono e o Pittsburgh Sleep Quality Index, um questionário que avalia a qualidade do sono. As participantes foram submetidas a uma avaliação da pele, tendo também participado em vários teste não-invasivos que envolveram a exposição a raios UV e rutura da pele.
 

Através da utilização de um sistema de avaliação do envelhecimento da pele, o SCINEXA, os investigadores apuraram que uma má qualidade do sono estava associada a um aumento dos sinais de envelhecimento intrínseco da pele, rugas, pigmentação irregular e diminuição da elasticidade da pele. Foi também observado que as mulheres que tinham uma boa qualidade de sono recuperavam mais eficazmente dos fatores stressantes e o efeito barreira da pele, envolvido no controlo da perda de humidade, era também mais eficaz.
 

O estudo apurou ainda que as participantes que tinham uma má qualidade de sono apresentavam um maior risco de ter um índice de massa corporal mais elevado.
 

"Este estudo mostrou, pela primeira vez, que a má qualidade do sono pode acelerar o envelhecimento da pele e enfraquecer a capacidade desta se reparar durante a noite. Esta associação entre sono e envelhecimento da pele, agora suportado com dados científicos sólidos, terá um efeito profundo sobre a forma como a pele e suas funções são estudadas”, revelou, um dos autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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