Priões encontrados em músculos de carneiros

Tremor epizoótico é uma encefalopatia espongiforme transmissível

25 maio 2004
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Proteínas priões anormais foram encontradas em músculos da perna de carneiros infectados por tremor epizoótico, uma encefalopatia espongiforme transmissível, o que acontece pela primeira vez num animal integrado na cadeia alimentar humana.Quem o afirma são os autores de um estudo publicado esta semana na edição electrónica da revista médica britânica Nature Medicine. A descoberta não parece representar uma ameaça significativa para as pessoas, dadas as quantidades extremamente pequenas de proteínas medidas nos músculos, sublinham os investigadores.O tremor epizoótico dos ovinos é uma doença neurológica contagiosa como a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), a doença de Creutzfelft-Jakob clássica e a sua variante, forma humana da doença das vacas loucas.A publicação, em Março de 2002, de trabalhos do professor norte-americano Stanley Prusiner (prémio Nobel de Medicina pela suas descobertas sobre os priões), em que se mostrava a presença do agente infeccioso do tremor epizootico nos músculos do rato, já suscitara receios. Tratava-se no entanto de ratos infectados experimentalmente através de injecções intramusculares ou intercerebrais de tecidos cerebrais de ratos ou hamsters infectados.Os trabalhos agora publicados na Nature Medicine - da autoria de Olivier Andreotti (Escola Nacional Veterinária de Toulouse), Jacques Grassi, do serviço de Farmacologia e Imunologia do departamento de investigação médica da CEA-Saclay, França, e outros investigadores -, incidiram em carneiros infectados tanto de forma natural como experimental.Nos dois tipos de experiências, a proteína prião anormal foi encontrada nas células musculares de vários carneiros meses antes do aparecimento de sintomas de tremor epizoótico no animal. Porém, os níveis detectados no músculo dos carneiros infectados eram 5.000 vezes menos elevados do que no cérebro ou nos gânglios linfáticos, frisam os investigadores.Segundo Robert B. Petersen, especialista em neurologia na Case Western Reserve University de Cleveland (EUA), esta doença existe há já 300 anos e não parece representar uma ameaça significativa para os seres humanos.Fonte: Lusa

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