Primeiros exoesqueletos portugueses apresentados no Centro de Reabilitação do Norte

Sistemas foram desenvolvidos por Nuno Carmo

18 julho 2017
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Os dois primeiros exoesqueletos produzidos em Portugal foram apresentados no Centro de Reabilitação do Norte, em Valadares, Vila Nova de Gaia, com o intuito de recolher contributos dos profissionais daquela área.
 
Produzido pela Exotec, a criação do engenheiro Nuno Carmo tem vindo há dois anos "a ser ensaiada e melhorada, com o contributo de três paraplégicos, Carlos, Rute e António" cujas horas de treino permitirão "uma completa autonomia futura", revelou um dos empresários promotores, Manuel Alves Monteiro.
 
Constituindo-se como "um sistema robótico de locomoção assistida", o exoesqueleto, ainda sem denominação comercial, propõe-se ser "uma versão costumizada ao nível do ‘software’", funcionando a partir de comandos inseridos num relógio "com as imagens gráficas de todas as dinâmicas".
 
Adaptado ao corpo do paraplégico, que terá de ter ação nos membros superiores e equilíbrio de corpo, o exoesqueleto é complementado por duas canadianas que, "para além de auxílio quando se ergue e se senta, permite também definir a dinâmica da passada, bem como subir e descer escadas".
 
Com 19 horas de treino, Rute considera o equipamento, que tem um peso de 18,6 quilogramas, "confortável" e admite que lhe dará "acesso a todo o lado", caminhando graças a ele "tanto em casa como no centro comercial", uma vez que está apto para qualquer superfície.
 
Com um tempo estimado de treino na ordem das 40 horas, Nuno Carmo explicou que o exoesqueleto português foi produzido para indivíduos "com altura entre o 1,49 e 1,97 metros e peso até os 90 quilogramas".
 
Ao todo, os dois exoesqueletos apresentados "já funcionaram 230 horas" e as respetivas baterias têm uma "autonomia diária de quatro horas".
 
Sem adiantar preços, o segundo dos empresários envolvidos no projeto, Manuel Ferreira admitiu apenas que "será substancialmente mais barato" que o mais económico dos exoesqueletos norte-americanos, "cujo custo ronda os 70 mil dólares" (cerca de 61 mil euros).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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