Primeiro sucesso com imunoterapia em cancro da mama triplo negativo

Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”

24 outubro 2018
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Uma equipa de investigadores conseguiu demonstrar que uma certa combinação de imunoterapia e quimioterapia pode alavancar o sistema imunitário de forma a atacar o cancro da mama triplo negativo.
 
O achado foi de uma equipa liderada pela Universidade Queen Mary e pelo Hospital St. Bartholomew, ambos no Reino Unido, e constitui uma nova esperança para o tratamento deste tipo particularmente agressivo de cancro.
     
O cancro da mama triplo negativo afeta frequentemente mulheres jovens, sendo muitas diagnosticadas aos 40 e 50 anos de idade. Muitas das pacientes desenvolvem rapidamente resistência à quimioterapia, que é o tratamento padrão. Quando o cancro se espalha, a sobrevida é frequentemente de apenas 12 a 15 meses. 
 
O novo tratamento combina quimioterapia com imunoterapia, predispondo assim o organismo para atacar o cancro. O fármaco quimioterápico padrão é combinado com o medicamento de imunoterapia conhecido como atezolizumab, administrado a cada duas semanas. 
 
A combinação farmacológica torna a superfície das células cancerígenas mais facilmente identificável pelo sistema imunitário, permitindo ao organismo reconhecer o cancro como algo estranho e atacá-lo.
 
Foi observado que este tratamento combinado reduz o risco de morte ou de progressão do cancro até 40%, podendo ainda aumentar a sobrevida da paciente até 10 meses.
 
“Estes resultados são um passo gigantesco. Estamos a mudar a forma de tratar o cancro da mama triplo negativo, provando pela primeira vez que a imunoterapia possui um benefício substancial de sobrevivência. Através de uma abordagem de tratamento combinado, estamos a usar a quimioterapia para retirar a “capa protetora à imunidade” do tumor, para o expor e permitir também que o próprio sistema imunitário da pessoa atue sobre o mesmo”, concluiu Peter Schmid, autor do ensaio.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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