Primeiro rádio fármaco português vai para o mercado esta semana

Investigação da Universidade de Coimbra

01 fevereiro 2012
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O primeiro rádio fármaco produzido em Portugal, pela Universidade de Coimbra, vai ser lançado após a autorização da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED).

 

É o primeiro fármaco com origem numa universidade, designado por FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), utilizado nos exames PET (Tomografia por Emissão de Positrões) para o diagnóstico de doenças oncológicas.

 

O medicamento que vai ser lançado na próxima sexta-feira surge após cerca de uma década de investigação foi desenvolvido no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, e a produção atingida chega já para cobrir as necessidades do mercado nacional nesta área, revelou à agência Lusa o vice-reitor para a investigação e diretor técnico para a produção do ICNAS, Amilcar Falcão.

 

A partir de agora, Portugal deixa de depender da produção espanhola, país de onde era importado o rádio fármaco que permitia perceber a evolução da doença oncológica.

 

O medicamento é injetado nos doentes que vão fazer o exame PET, equipamento que deteta a radioatividade, permitindo, no caso da oncologia, “avaliar as neoplasias e, eventualmente, as metástases”, de acordo com o cientista.

 

A molécula produzida em Coimbra apresenta não só uma “estabilidade mais elevada do que a feita em Espanha (cerca de 12 horas, mais duas), como o ciclo de produção é atingido em cerca de metade do tempo comparativamente a qualquer concorrência”, sustenta o investigador.

 

“Quando se trata de um produto utilizado devido à sua radioatividade, ao vir de Espanha, não só estávamos dependentes dessa produção como o medicamento perdia qualidade no tempo que demora o seu transporte”, revelou Amilcar Falcão.

 

“Ao colocarmos o medicamento no Porto ou em Lisboa, por exemplo, fazemo-lo em duas horas, com mais radioatividade do que se vier de Madrid, que demora seis horas ou mais, ou seja, do ponto de vista prático, conseguimos vender radioatividade a menor custo, o que é uma mais-valia para o Sistema Nacional de Saúde”, disse o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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