Primeiro filho depois dos 28 anos aumenta risco de cancro mama

Médico português lança alerta

31 março 2005
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Uma mulher que tenha o primeiro filho depois dos 28 anos tem um risco aumentado de vir a sofrer de cancro da mama, por motivos ainda por esclarecer, alertou o especialista Miguel Oliveira e Silva.
 

 

O ginecologista do Hospital Santa Maria, em Lisboa, interveio no encontro «Portugal 2005 - Que crianças? Que famílias?», que decorreu recentemente no Centro Cultura de Belém, em Lisboa.
 

 

O especialista explicou que, por razões ainda desconhecidas para a medicina, «uma mulher que tenha o seu primeiro filho depois dos 28 anos já não tem a protecção primária» contra este tipo de cancro. Porém, contrapôs, «ninguém no seu perfeito juízo vai aconselhar uma mulher a ter o seu primeiro filho mais cedo para não ter cancro da mama. A biologia não é tudo».
 

 

Miguel Oliveira e Silva realçou também que, «biologicamente, as mulheres estão feitas para ter filhos mais cedo, o que vai contra a postura da sociedade actual, a não ser que haja uma verdadeira revolução cultural», desafiou.
 

 

Embora não se saiba, ao certo, que razões levam a um incremento do cancro da mama, o especialista adiantou que poderá ter a ver com alterações dos receptores de hormonas na mama, que reagem de forma diferente consoante a primeira gravidez de termo ocorra antes ou depois dos 28 anos.
 

 

Além da perda da protecção primária em relação a esta doença, a gravidez tardia está também associada a outro tipo de complicações, como a diabetes e a hipertensão na mãe e ao aparecimento de malformações genéticas e cromossómicas no feto, acrescentou Miguel Oliveira e Silva.
 

 

Fonte: Lusa
 

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