Primeiro centro psicogénico criado em Coimbra

Centro vai dar apoio a vítimas de eventos traumáticos

06 maio 2013
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O primeiro centro psicogénico que pretende dar resposta à morbilidade das vítimas de eventos traumáticos vai ser criado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a nova estrutura – Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico (CPTTP) –, que “tem o objetivo de colmatar uma lacuna do Serviço Nacional de Saúde”, será lançada no dia 14 de maio.
 

O Centro destina-se a “dar resposta efetiva e integrada a uma morbilidade não valorizada, mas de consequências dramáticas para os cidadãos sujeitos a eventos traumáticos de natureza diversa, causadores de intenso sofrimento”, como desastres naturais, acidentes de viação, doenças graves, violação e abuso sexual, violência doméstica, guerra e outras “situações potencialmente traumáticas provocadas por seres humanos”.
 

A crise que “o nosso mundo atravessa e os graves problemas sociais que lhe estão associados” (desemprego, dificuldades económicas e perda de habitação, entre outros) fazem prever “um agravamento dos fatores de risco em pessoas expostas a acontecimentos traumáticos e um maior impacto dos mesmos, ao nível da saúde e bem-estar destes cidadãos”, refere uma nota do CHUC, sublinhando a importância que o novo centro pode assumir.
 

Um estudo sobre a perturbação pós-traumática do stress, deu conta que “cerca de 75% da população adulta portuguesa esteve exposta a pelo menos uma situação traumática” e cerca de 43% a mais do que uma situação, refere o CHUC, sublinhando que “estas pessoas são muitas vezes assistidas aquando do acontecimento traumático, mas a quebra da continuidade, ou acesso aos cuidados de saúde, torna inútil, como “está hoje demonstrado”, a atuação do momento.
 

Adotando uma “estratégia de trabalho em rede, multidisciplinar e multissetorial”, o CPTTP envolverá, além do Serviço de Psiquiatria, outros serviços do CHUC e a “participação de várias estruturas” da região, que “intervêm na abordagem de situações traumáticas”, como os Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), de Medicina Legal e de Emprego e Segurança Social, a PSP, a GNR, a Proteção Civil, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), as comissões de Proteção de Crianças e Jovens, a Associação de Apoio à Vítima e os serviços de saúde.
 

Além da atividade clínica, da “implementação de estratégias favorecedoras da acessibilidade, continuidade e personalização dos cuidados” e do “reforço do trabalho em rede, o CPTTP irá “investir na formação dos profissionais de saúde” da região, na elaboração de protocolos de intervenção, na investigação/ação, na informação ao público em geral e na “criação de condições favorecedoras à colaboração com projetos e sociedade nacionais e internacionais” ligadas a esta área.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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