Primeiro banco de células mãe da Europa abre portas dentro de um ano

Ainda falta a linhagem de células que se utilizará em medicina

10 setembro 2002
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O primeiro banco de células mãe da Europa, que terá a sua sede no Reino Unido, poderá abrir portas dentro de um ano, anunciou o Conselho de Investigação Médica britânico.
 

 

O Conselho, que supervisiona os projectos de investigação oficiais, adjudicou o contrato para o estabelecimento do banco, dotado com cerca de 4 milhões de euros, ao Instituto Nacional de Controlo e Normas na Biologia.
 

 

O banco, que ficará instalado em Hertfordshire, sudoeste do país, fornecerá à ciência um material precioso e até agora escasso, as células mãe, alimentando a esperança de muitos doentes - do coração, de Alzheimer, de diabetes - cujas células inoperantes poderão ser substituídas por outras novas e funcionais.
 

 

O laboratório armazenará linhagens celulares, obtidas a partir das células mãe, que continuarão a reproduzir-se e a multiplicar-se, de modo a que esse material se conserve indefinidamente.
 

 

Segundo uma lei de 1990, os cientistas britânicos podiam fazer experiências com embriões - óvulos fecundados - durante catorze dias, mas apenas no quadro de investigação sobre fertilidade, aborto natural, anticoncepção, anomalias cromossómicas ou doenças genéticas.
 

 

Em Dezembro de 2000 a lei foi alterada de forma a permitir a utilização de embriões na criação de novos tecidos, um passo em frente para a criação do banco de células mãe.
 

 

A importação de células mãe é a única possibilidade que resta aos cientistas dos países onde é proibido investigar com embriões humanos e, portanto, obter linhas celulares próprias.
 

 

Ainda não existe a linhagem de células que se utilizará em medicina, mas já se está a investigar em 72.
 

 

Estas células encontram-se em laboratórios dos Estados Unidos, Israel, Suécia, Reino Unido, Austrália e Îndia.
 

 

A meta de todos os cientistas que trabalham nesta direcção é criar uma linhagem de células constante que se possa utilizar em terapêutica e que não envelheça.
 

 

O objectivo da investigação com células mãe é controlar as suas características de transformação para aplicá-las em medicina.
 

 

A meta é enxertar ou transplantar células mãe nos tecidos afectados para, mediante a sua regeneração celular, reparar esse tecido e catalisar inclusivamente a auto regeneração do órgão ou sistema afectado.
 

 

Já é uma realidade a criação de células produtoras de insulina para corrigir os problemas que apresentam alguns diabéticos.
 

 

As células mãe, também chamadas precursoras, estaminais, troncais ou germinais, apresentam a capacidade de transformar-se noutros tipos de células.
 

 

Fonte: Lusa

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