Primeiro banco de células estaminais abre no Reino Unido
21 maio 2004
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O Reino Unido pôs esta quarta-feira à disposição dos investigadores o seu primeiro banco nacional de células estaminais, colocando-se assim na vanguarda de terapias controversas mas com prometedor potencial.«A investigação com células estaminais oferece verdadeiras promessas para o tratamento de doenças actualmente incuráveis», afirmou o prof. Colin Blakemore, director executivo do Medical Research Council do Reino Unido. «O banco dará aos investigadores a possibilidade de explorarem o enorme potencial desta excitante ciência para benefício futuro dos pacientes», acrescentou, no acto inaugural.O banco está instalado em Potters Bar, 20 quilómetros a norte de Londres, no National Institute for Biological Standards and Control, e tem por objectivo servir de depósito, caracterizar e cultivar células estaminais, pondo-as à disposição dos investigadores no mundo inteiro.As duas primeiras linhagens de células embrionárias humanas a ser depositadas no banco foram desenvolvidas separadamente por investigadores no King s College de Londres e no Center for Life em Newcastle.A regulamentação da investigação com estas células varia muito na Europa, como no resto do mundo, mas o Reino Unido é um dos países mais liberais nesta matéria, com os cientistas a poderem requerer licenças para criar embriões humanos por clonagem para deles extrair células estaminais.Estas células podem eventualmente gerar qualquer tipo de tecido humano, podendo ser usadas para tratar uma vasta gama de doenças humanas. Também é possível encontrar células estaminais nos adultos, mas os cientistas consideram-nas menos versáteis do que as existentes nos embriões.Retirar as células de embriões criados por clonagem a partir de uma célula de um paciente garantiria em teoria o êxito de um transplante, contornando assim o problema da rejeição habitual dos transplantes pelo sistema imunológico.Os restos desses embriões clonados seriam eliminados depois das células estaminais deles serem retiradas, pois teoricamente poderiam formar um ser humano se as células estaminais não fossem removidas e o embrião intacto fosse implantado no útero de uma mulher.Fonte: Lusa

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