Primeira válvula aórtica totalmente substituída por endoscopia

Estudo publicado na “Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery”

26 março 2014
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Uma equipa de cirurgiões conseguiu substituir com sucesso a válvula aórtica em dois pacientes sem ter que recorrer a cirurgia com abertura do peito.
 

Conduzido por uma equipa de investigadores do Departmento de Cirurgia Cardiovascular no Centre Hospitalier Universitaire de Saint-Etienne em França, o procedimento consistiu numa substituição valvular aórtica totalmente endoscópica (TEAVR, segundo as siglas em inglês). A equipa considera que este procedimento aumenta a qualidade de vida dos pacientes cardíacos já que reduz o trauma torácico.
 

Até á data, não tinha sido possível realizar a substituição valvular aórtica por via totalmente endoscópica porque não havia válvulas com stent disponíveis. No entanto, a introdução recente de biopróteses para as válvulas aórticas montadas sobre um stent compressível e autoexpansível permitiu a realização do procedimento.
 

A equipa liderada por Marco Vola começou por uma técnica de miniesternotomia, que consiste numa pequena incisão através do esterno. De seguida procederam a uma pequena incisão através do tórax. Os procedimentos posteriores foram efetuados com a ajuda de uma câmara endoscópica. O stent for implantado através de uma técnica totalmente endoscópica. O procedimento demorou cerca de 45 minutos.
 

Marco Vola explicou que “é importante ressalvar que ao efetuar-se a TEAVR pode-se fazer uma conversão rápida e segura para a minitoracotomia à vista direta se as circunstâncias o exigirem. Isto continuaria a oferecer uma redução significativa no trauma torácico”.
 

A cirurgia endoscópica é já empregue em muitos procedimentos cardíacos e comparativamente a outros métodos permite uma recuperação mais rápida, é menos dolorosa, conduzindo assim a uma maior qualidade de vida.
 

A equipa de investigadores aponta que ao testar a cirurgia endoscópica noutros campos, este procedimento exige uma maior duração de tempo de circulação extracorpórea (CEC). A circulação extracorpórea implica a ligação do paciente a uma máquina que, durante a cirurgia, assume temporariamente a função dos pulmões e do coração. O autor principal do estudo acrescenta no entanto que a TEAVR é tecnicamente viável e que serão necessários desenvolvimentos técnicos e ensaios clínicos para reduzir os tempos de operação e avaliar melhor os benefícios pós-operativos deste procedimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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