Primeira vacina neonatal desenvolvida

Vacina já está licenciada

08 julho 2014
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Investigadores da Universidade do Porto desenvolveram a primeira vacina neonatal capaz de proteger contra infeções bacterianas causadoras de pneumonias, meningites e sépsis.
 

De acordo com a notícia avançada pelo sítio da Universidade do Porto, os investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), liderados por Paula Ferreira, cativaram o interesse da empresa Venture Catalysts para lançar esta vacina neonatal.
 

A Venture Catalysts iniciou o contacto com a equipa do ICBAS há quase dois anos. Ao analisar os projetos da Universidade do Porto Inovação (UPIN), a empresa do UPTEC decidiu explorar o potencial da vacina em desenvolvimento pela equipa de investigadores. Deste contacto surgiu a IMMUNETHEP, que pretende alavancar este projeto pioneiro na área da saúde.
 

O que há de inovador nesta vacina é o facto de ela ser administrada ao longo do tempo da gestação. "Algumas destas infeções ocorrem no feto, (…), por isso é que procuramos administrar a vacina à mãe, que transmite esta proteção ao seu filho. Isto faz com que o bebé se encontre imune a infeções bacterianas ainda antes de nascer", explicou um dos membros da Venture Catalysts, Bruno Santos.
 

“Esta vacina é feita a partir de "péptidos, cujo objetivo é levar à formação de anticorpos que permitem que o corpo esteja protegido contra algumas infeções neo-natais, causadoras de doenças graves tais como a sepsis, meningite, pneumonia, entre outros”, explicou ainda Bruno Santos.
 

Segundo Bruno Santos este é um projeto completamente inovador o qual poderá ajudar a combater o problema das infeções bacterianas, que afetam um grande número de recém-nascidos. "É um grave problema global que poderá ser resolvido com a implementação desta vacina, que será pioneira no mercado", acrescentou.

 

Apesar dos testes realizados terem conduzido a resultados positivos, a vacina só poderá ser administrada aos humanos após a aprovação de entidades internacionais que aprovam a utilização e comercialização de fármacos, a Food and Drugs Administration (FDA) e a European Medicine Agencies (EMA). Bruno Santos refere que este pode ser um processo longo que poderá demorar cerca de 10 anos até ser concluído.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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